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Gastronomia
O jovem mestre - Vincent Chaperon

Bela Megale

Chaperon diz que mulheres são mais sensíveis para desgustar vinhos

Com 34 anos, o enólogo é um dos principais responsáveis pela elaboração e refinamento do champanhe Dom Pérignon. Apesar de comandar uma das mais tradicionais butiques da França, foi em vinhedos da América Latina que decidiu transformar a paixão em profissão. Em entrevista à Gente, ele opina sobre espumantes brasileiros e dá dicas para se apreciar um bom vinho

Como descobriu a enologia?
Sempre quis trabalhar com algo ligado à natureza e, aos 20 anos, fiz agronomia na École Nationale d’Agronomie de Montpellier, considerada um dos centros mundiais da enologia. Nas férias, surgiu a oportunidade de participar das colheitas de uva no Chile, por dois meses. Lá, tive a certeza de que queria trabalhar com vinho por toda vida.

O que mudou em você depois que passou a trabalhar com vinhos?
Redescobri minhas raízes. Nasci no Congo, mas minha família é de Libourne e cresci na região de Bordeaux, ambas na França. Também aprendi a ter paciência, uma qualidade que fui obrigado a adquirir depois que me tornei enólogo. Comprovei na prática que a pressa é inimiga da perfeição.

Este é seu primeiro contato com o Brasil e os espumantes nacionais?
É minha primeira vez no Brasil, mas já conhecia espumantes produzidos no país porque a Moët & Chandon faz parte do grupo Moët Hennessy, o mesmo a que pertence a Dom Pérignon.

Acredita que um espumante brasileiro pode ter a qualidade de um champanhe?
Serão sempre diferentes, pois a produção do vinho depende do solo, do clima e do elemento humano que trabalhará a uva. Considero os espumantes brasileiros muito bons e reconhecidos internacionalmente, porém o champanhe tem toda a história e tradição que o envolvem. Ambos têm muita qualidade, mas mantendo suas características e diferenças.

De qual maneira sua juventude traz contribuições para o processo de produção de uma bebida tradicional como o champanhe?
Não é por acaso que duas pessoas trabalham nesta área, isto está ligado à continuidade. De um lado, há o Richard Geoffroy, chef de cave de Dom Pérignon, que trabalha com champanhe há 25 anos, e do outro, eu, na área há dez anos, e com ele há cinco. O Richard entra com sua maturidade e, eu, com uma postura contestatória. Trago sangue novo à degustação e produção da bebida, pois ela precisa ter também marcas de modernidade. Para isso é necessário aliar juventude e tradição, respeitando o passado, mas com olhos voltados para o futuro.

 

 

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