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Música
"Com Flora, o trabalho floresce"

Mauro Ferreira

 

Foto: Beti Niemeyer
Gilberto Gil lança Fé na Festa, em que retoma o universo da música junina, fala da companhia da mulher, ao seu lado também no trabalho, e de política, de futebol e, claro, de música


O músico faz uma espécie de atualização do “Xote das Meninas” em “O Livre-Atirador e a Pegadora”, sobre o comportamento jovem


COMO CANTA NO TÍTULO de uma das músicas de seu CD Fé na Festa, Gilberto Gil aprendeu com o rei. No caso, o rei do baião Luiz Gonzaga (1912 – 1989), pilar da música nordestina e influente propagador do cancioneiro junino, universo que Gil volta a abordar nove anos depois de ter gravado o CD e DVD São João Vivo (2001). A efervescência rítmica do inédito repertório de xotes, xaxados e baiões contrasta com a serenidade do artista. Prestes a completar 68 anos, em 26 de junho, Gil expõe com inalterável tranquilidade suas visões sobre o disco, sobre política e sobre a invejável vitalidade. Na Gegê Produções, capitaneada por sua mulher, Flora Gil, ele é o centro das atenções, mas parece recusar o posto de chefe, posição ocupada com firmeza por Flora. É como se Gil já encarnasse a figura pacífica do Buda Nagô – epíteto carinhoso que ele próprio cunhou em Dorival Caymmi (1914 – 2008). Mas sem deixar de marcar posição. Nesta entrevista, o ex-ministro da Cultura e eterno tropicalista fala de música, Copa do Mundo e da filha Preta Gil com a mesma desenvoltura com que gravou seu repertório junino com acordes de guitarra.

 

Como surgiu Fé na Festa?
O álbum nasceu de um impulso espontâneo. Sou egresso da cultura do mundo sertanejo, interiorano. Meu primeiro mestre foi Luiz Gonzaga, que tem sido o grande inspirador ao longo da minha vida. Gonzaga foi o primeiro artista pop brasileiro. Fé na Festa é o resultado dessa herança. São muitas as festas brasileiras que misturam o sagrado e o profano, mas a de São João talvez seja a mais emblemática de todas elas. E esse híbrido está na base da formação da cultura brasileira.

 

 

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