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Cinema
A assinatura de Polanski

Fotos Divulgação
Pierce Brosnan é Adam Lang, que tem a “autobiograia” escrita pelo “fantasma” vivido por Ewan McGregor

O Escritor Fantasma traz referências do diretor à própria história e brinca com a questão da autoria

Adam Lang (Pierce Brosnan) é um ex-primeiro-ministro inglês acusado de crimes de guerra que não pode voltar a Londres para não ser julgado. O “fantasma” (Ewan McGregor), que não é chamado pelo nome em nenhum momento do filme, escreve uma “autobiografia” de Lang. Essa é a sinopse básica de O Escritor Fantasma, novo trabalho de Roman Polanski, ganhador do Oscar por O Pianista (2002). Como Lang, o diretor, atualmente em prisão domiciliar na Suíça, também não pode voltar a um país (os Estados Unidos) para não ser julgado (no caso, por acusação de abuso sexual). E como o “fantasma”, brinca de usar outras “vozes”, fazendo referências aos filmes de Alfred Hitchcock.
Mas o diretor não se limita a citações e, com estilo próprio, faz um grande filme (baseado no livro de Robert Harris, que coassina o roteiro com o Polanski). A primeira cena mostra um carro parado na saída de uma balsa, misteriosamente sem o motorista. Logo depois, aparece na praia o corpo de um homem, o antecessor do “fantasma” no trabalho de escrever a biografia. Com uma estupenda trilha sonora de Alexandre Desplat, inicia-se um suspense adulto e inteligente. O escritor logo descobre que há algo de errado e começa a investigar quem é, afinal, Lang. Uma das acusações feitas a ele é a de que, quando no poder, ele só tomou atitudes de acordo com os interesses americanos – uma referência a Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, alvo da mesma acusação.
O clima sempre chuvoso, cinzento e tenso é o cenário perfeito para a história e os atores são todos bons, até mesmo Brosnan, que enfim deixa de lado a pose de canastrão para usar o sorriso sedutor com outros propósitos. Kim Cattrall (a Samantha de Sex and the City), como a secretária e amante de Lang, e Olivia Williams, a mulher politizada que vê o marido deixar de lhe dar atenção, também têm bons embates.
(12 anos) Aina Pinto

Fotos Divulgação
David Rasche é Marshall, chefe de Imigração americano em busca de redenção

Hostilidade em terra estrangeira

José Jofilly reúne elenco internacional para traçar um retrato da intolerância e do jogo de poder

A trama de Olhos Azuis segue duas linhas narrativas. A primeira acompanha o último dia de trabalho de Marshall (o norte-americano David Rasche), chefe do departamento de Imigração do aeroporto de Nova York. Para celebrar a aposentadoria, ele toma uns goles a mais e decide atazanar um grupo de latinos que tenta entrar no país – o brasileiro Nonato (Irandhir Santos) entre eles. O segundo foco avança dois anos e mostra Marshall em Pernambuco, onde pede ajuda a uma prostituta (Cristina Lago) para encontrar a filha de Nonato. Passado e presente se alternam para desvendar o que o levou até ali, mas é certo que coisa boa não foi.
O preconceito é abordado pelo diretor José Jofilly (Achados e Perdidos) em um painel um tanto óbvio de contrastes. A começar pelos olhos azuis do protagonista e a íris escura daqueles que humilha. A fotografia solar do nordeste brasileiro faz contraponto com o ambiente claustrofóbico do aeroporto, e há ainda a crise psicológica que deixa aflorar a ambiguidade daquele homem em busca de redenção. O elenco internacional é um atrativo. Mas o grande mistério, o motivo da jornada ao Brasil, revela-se apelativo e improvável. A sensação ao final é de um banho de água fria.
(16 anos) Suzana Uchôa Itiberê



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