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Televisão
Para esquecer a vida
Depois do mundo em que nada acontecia de Viver a Vida, Passione chega movimentada, densa e mostra que é um folhetim em sua melhor forma

THIAGO PRADO NERI/ DIVULGAÇÃO
Fernanda Montenegro, em cena com Mauro Mendonça: um acontecimento

O PRIMEIRO CAPÍTULO de Passione, novela das oito da Globo, escrita por Silvio de Abreu, teve uma cena que exemplifica o clima da trama: uma mulher (Stella, interpretada por Maytê Proença) caminha sedutora e descontraída pela praia - mas a trilha sonora é a densa "Don't Explain" na voz de Nina Simone. Era como se a música desse a pista de que um passeio pela praia não é apenas a exibição da felicidade e do bem-estar de uma personagem. Casada com um empresário estúpido e ambicioso, ela está ali para arrumar um garoto e o levar para cama. Passione traz o mundo além das aparências.

Isso não se limita à ideia de que "todos temos esqueletos no armário". De certa forma, Viver a Vida também mostrava isso. A principal diferença é que, desta vez, há ação. E muita. Em menos de uma semana, Passione teve uma morte, uma revelação bombástica, dois amigos disputando uma garota, um grande golpe.

Silvio, que já teve problemas quando inovou (em As Filhas da Mãe, 2001, por exemplo), recorre agora aos clichês: há um filho perdido, a disputa pela presidência de uma empresa, humor, belas paisagens, vilões frios, e até merchandising (já um lugar comum em novelas). Mas o autor lida com esses elementos de maneira criativa, usando-os para montar uma narrativa que prende a atenção. E tudo com um elenco quase todo irrepreensível, com destaque para o casal mais charmoso até o momento, formado por Cleyde Yáconis e Leonardo Villar como a ranzinza Brígida e o desligado Antero.

Sem contar que, mesmo que fosse um pouco menos do que mostrou, Passione já valeria apenas pela presença de Fernanda Montenegro. De uma cena simples, como a de um abraço no marido ao chegar a casa, a uma mais complexa, como quando ele morre e revela que mentiu para ela a vida toda, a atriz é um acontecimento. Não é todo dia - ou melhor, agora é - que se pode ver esse tipo de atuação. Aina Pinto

 



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