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Cinema
"Isso nunca vai me acontecer novamente"
Sarah Jessica Parker fala sobre Sex and the City 2, a importância de sua personagem, Carrie, em sua carreira, o gigantesco guarda-roupa de figurino e o convívio com as outras atrizes

EXISTEM ATORES que ficam marcados por personagens de tal maneira que é difícil imaginá-los diferentes do que fazem na ficção, como Audrey Hepburn, que virou ícone de elegância por seus papéis; ou Marilyn Monroe, que assumiu a sensualidade de suas personagens. Sarah Jessica Parker, 45 anos, até hoje costuma ser apresentada em eventos como a Carrie, de Sex and the City, série que entrou no ar nos Estados Unidos há 12 anos. E, enquanto alguns lutam para se desvencilhar das imagens que os identificam, a atriz vai na direção contrária. "Sei que isso nunca vai acontecer na minha vida novamente", diz ela sobre o interesse do público pela história.

Tanto que, mesmo depois do fim do programa, em 2004, ela continuou com o papel no primeiro filme (2008), e agora estreia na continuação, Sex and the City 2, do qual também é produtora. Em entrevista para o lançamento da produção, que entra em cartaz no Brasil na sexta- feira 28, Sarah fala sobre a amizade com Kristin Davis, Cynthia Nixon e Kim Cattrall, as intérpretes de Charlotte, Miranda e Samantha; conta das filmagens no Marrocos e, claro, do guarda-roupa com figurinos que ocupa uma sala de "3 ou 4 mil metros quadrados".

Fotos DIVULGAÇÃO
Sarah conta que o mais interessante da reunião do elenco foi ter passado um tempo vivendo junto com as outras atrizes, o que nunca tinha acontecido antes

''Quando começamos a série, o orçamento era de US$ 10 mil por episódio (...) Agora, há uma sala de quatro mil metros quadrados com centenas de roupas, bolsas, joias. É bizarro"

Por que quis fazer outro filme?

Fazer um segundo filme não era necessário. Como estávamos em posição de escolher, isso nos fez ser mais ponderados, porque exigimos muito de todos. Trabalhamos de forma pouco ortodoxa e temos de ficar um tempo longe da nossa família. Então, voltamos porque queríamos.

Pode falar sobre o tamanho da produção do novo filme?

A série era um grande esforço toda semana, porque cada episódio de 32 minutos era como um filme inteiro, quase que totalmente feito em locações em Nova York. Isso definiu um padrão, para o bem e para o mal. Com o primeiro filme, tivemos mais cenas de interior, porque era sobre o que significa ser adulto e como cada um lida com decepções, amizades, amores e todo tipo de pensamentos que temos como adultos. E este filme é realmente uma brincadeira. Há muitas viagens, grandes cenas, figurinos, centenas de figurantes. A produção é enorme. Foi uma abordagem muito diferente e pareceu muito maior porque ficamos fora por oito semanas.

Como foi o reencontro com Kim, Cynthia e Kristin?

O mais interessante nessa experiência, para mim, é que nós nunca tínhamos tido a chance de viver juntas antes. Estávamos longe de pessoas importantes nas nossas vidas, amigos, família, filhos, maridos, namorados, mulheres. Quando chegamos ao Marrocos, voamos para Erfoud, a maior cidade de lá, a oito horas de Marrakesh. Ficamos no mesmo hotel. Então, literalmente, vivemos juntas e isso foi ótimo. Acho que foi o melhor momento que tivemos.

Como foi ter tantas pessoas nas locações em que vocês filmavam?

O público tem comprometimento com essas personagens e não há nada de negativo nisso. É provavelmente a situação mais especial que uma pessoa pode experimentar em relação ao trabalho. Ter pessoas curiosas, entusiasmadas e interessadas, por tantos anos, é um grande elogio, é envaidecedor, comovente. Isso é impressionante e nunca vai acontecer na minha vida novamente. Estou ciente disso.

Como vamos encontrar Carrie no filme?

O filme começa dois anos depois do final do primeiro e, como sabemos, Carrie está casada com o amor da vida dela. Todas as mulheres, no ponto em que se encontram, parecem ter encontrado o que queriam. O que vão descobrir é que Charlotte está em conflito com o que significa ser uma boa mãe e como ela se sente em relação à própria sexualidade. Miranda está pensando onde ela está profissionalmente e o que ela realmente quer. Samantha está lidando com a ideia de envelhecer.

E Carrie escreveu um livro sobre casamento. Ela passou a carreira inteira escrevendo sobre ser solteira e, pela primeira vez, ela está escrevendo sobre um assunto diferente. E a verdade é que ela não sabe muita coisa sobre ser casada. Ela é capaz de pensar racionalmente sobre o assunto, mas, emocionalmente, ela não está onde gostaria. Ela se pergunta: "Sim, eu tive um casamento, mas estou casada?" No final do filme, ela responde a essa questão.

Pode falar sobre como estão as personagens no começo do filme e o que as leva a Abu Dhabi?

Samantha está de volta a Nova York. Ela está no comando de uma empresa de relações públicas. Charlotte é uma mãe que só fica em casa. Miranda trabalha em um escritório de advocacia, como ela sempre quis. E Carrie está para publicar seu quarto livro, chamado I Do, Do I? (algo como "Sim. Sim?", numa referência à cerimônia de casamento). Ela está preocupada com as críticas ao livro. Samantha foi convidada por Smith (Jason Lewis) para a pré-estreia do filme dele. Ele se tornou um ator bem-sucedido, rodou no deserto e vai para Nova York para a estreia. O trabalho foi financiado por um sheik de Abu Dhabi que a chama para ser relações públicas do hotel dele e nos convida para ir junto.

Como foi trabalhar no Marrocos e andar de camelo?

Toda a experiência no Marrocos foi incrível. Estar lá e ver o que vimos, filmar nas dunas do Saara, que pareciam intocadas, foi estupendo, louco. Nós ficávamos sem luz para filmar por volta das 16h30, 17h. Então, trocavámos as roupas, entrávamos na van e voltávamos para o hotel. O caminho era muito longo. Não há estrada. Pegávamos um caminho e era apenas o crepúsculo, poeira, uma hora mágica. Não consigo descrever.

Qual o tamanho do guarda-roupa desse filme? Os figurinos ficam guardados num grande armazém, não é?

Todo mundo deve saber que essa sala (de roupas) não começou assim. Ela se transformou nos últimos 12 ou 13 anos em uma espécie de universo alternativo. Quando começamos a fazer a série, tínhamos um orçamento, acho que de cerca de US$ 10 mil por episódio, para todo mundo: homens, mulheres, figurantes. Isso significa calcinhas e sutiãs, meias, maquiagem, cintos, tudo. E ninguém nos emprestava nada. Pat (Patricia Field, figurinista) foi muito inteligente e criativa, e ainda é. Esse foi o motivo para eu a querer como figurinista, porque sabia que ela veria Nova York do jeito que a cidade era naquele tempo.

O vintage era a maior parte do guarda-roupa de Carrie, o que mostra quem ela era, mas isso foi apenas por necessidade. Agora, há uma sala de três ou quatro mil metros quadrados, com centenas de araras de figurinos de cada estilista importante ou iniciante no mundo. Temos uma sala enorme para sapatos, uma sala apenas para joias, uma seção para bolsas. É bizarro.

 



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