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Tem carioca em seriado americano
Morena Baccarin, a alienígena protagonista de V, aterrissa no Brasil, onde nasceu, e conta da vida nos Estados Unidos e do trabalho na série

Aina Pinto

A atriz lembra que, no início, chocou-se ao saber que não poderia interpretar qualquer papel por ser latina

NO ACESSO RESTRITO ao universo das séries americanas, para onde atores renomados do cinema têm migrado (como Glenn Close e Laurence Fishburne, por exemplo), Morena Baccarin é a brasileira que chegou mais longe. Não apenas por sua personagem em V ser de outro planeta, mas pela importância de seu papel em uma produção que, nos Estados Unidos, teve mais de 14 milhões de espectadores na estreia e que, no Brasil, exibida pelo Warner, é número 1 em audiência no canal. A carioca é a protagonista Anna, que tem jeito de boa moça e quer dominar o planeta, que se comporta tanto como alienígena quanto como humana, e parece não ter identidade certa. “Já me senti como ela deve se sentir, por ser uma estrangeira tanto lá (nos Estados Unidos) quanto aqui (no Brasil)”, diz a atriz de 30 anos, que mora fora do País desde os 10 e esteve de volta à terra natal para divulgar o trabalho na tevê.

Filha da atriz Vera Setta e do jornalista Fernando Baccarin, ela se mudou com eles e o irmão para Nova York porque o pai havia sido transferido para lá. Depois do ensino médio, cursou a Julliard, tradicional escola de artes dramáticas. Começou a fazer teatro, viu que as coisas não caminhavam bem e resolveu ir para Los Angeles. Deu-se o prazo de uma semana para conseguir algo. Em três dias, fez um teste e ficou com um papel na série Firefly. Esse misto de ousadia e determinação a fizeram ignorar os primeiros contratempos. “Perdi o sotaque cedo, mas meu nome era um problema. Fazia testes para qualquer papel, como toda americana, mas lá eu sou latina, tenho uma categoria, não é tudo que posso interpretar. Isso para mim foi um choque”, conta. “Pensava que não havia essa diferença. Agora, acredito que há menos preconceito.”

Vivendo entre Los Angeles e Nova York, Morena namora há três anos o diretor Austin Chick. Fã de vinhos, costuma viajar pela Califórnia para prová-los, gosta de cozinhar, caminhar pelas montanhas ou com o cachorro, faz yoga e pilates, e, no Brasil, só queria saber de ir à praia, no Rio, e tomar água de coco. Embora pense em trabalhar por aqui, especialmente no cinema, ainda não encontrou tempo. Em 2005, foi convidada a fazer Belíssima, novela da Rede Globo, mas não pôde aceitar por ter de ficar mais de oito meses no País. Recentemente, conta ter recebido um convite semelhante, que não foi aceito porque a segunda temporada de V deve começar a ser gravada em julho, sem contar os planos para teatro, que nunca deixou de fazer. Um dos primeiros trabalhos foi em A Gaivota. Ela era substituta de Natalie Portman e não chegou a se apresentar, mas viveu um dos momentos que considera um dos mais marcantes da carreira. Quando a atriz principal não pôde participar de um dos ensaios, Morena entrou em cena, atuando com Meryl Streep. “No final, ela pegou no meu rosto e disse: ‘A gente não pode ficar doente porque os substitutos são melhores que nós.’ Quase morri”, lembra.

Agora no papel que é seu, conseguiu críticas elogiosas na imprensa americana e uma legião de fãs apaixonados de ficção científica. “Vindo para cá, umas garotas me pararam no aeroporto para tirar fotos. Quando isso acontece, olho para trás para ver se é comigo mesmo”, brinca.

 

 



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