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Salve Jorge,Salve Zeca!
O sambista Zeca Pagodinho abre pela primeira vez as portas da sua casa, em Xerém (RJ), durante a tradicional homenagem que realiza anualmente a São Jorge, e recebe convidados como Regina Casé, Nelson Sargento e Dudu Nobre

Poliana Costa

Fotos Daniela Dacorso/ Ag. IstoÉ
O cantor recebe Regina Casé em sua casa

É meio-dia da sexta-feira 23, Dia de São Jorge e feriado no Rio de Janeiro. O sol está escaldante em Xerém, a 40 quilômetros da capital. É ali, em sua aconchegante casa, que Zeca Pagodinho se "esconde" para fugir do assédio que a fama lhe trouxe. Sentado num sofá, ele observa Noah, seu neto, de dois meses, que dorme no carrinho de frente para ele. Na mesa ao lado, Maria Eduarda, a filha caçula, almoça. "Pai, você não quer comer macarrão?", pergunta. Concentrado, ele recusa o convite da menina. "Tenho que ficar calminho porque tem festa e vem muita gente", responde o cantor, que se prepara para receber cerca de 200 convidados na tradicional comemoração que promove anualmente para homenagear o santo do qual é devoto fervoroso.
De bermuda, chinelo e com a camisa de São Jorge - presente da amiga Regina Casé -, ele se acomoda em uma das cadeiras para conversar com Gente pouco antes de a festa começar. "Caramba! Me botaram um quebranto. Vou tomar um banho de levante. Ontem nem dormi tarde", resmunga e se benze depois de bocejar algumas vezes. No pescoço, um cordão de ouro com quatro amuletos protegem o sambista. Um deles é um anel que ganhou da filha Elisa, no ano passado, quando completou 50 anos, e que tem uma frase em homenagem ao santo guerreiro.

Fotos Daniela Dacorso/ Ag. IstoÉ
A roda de seresteiros comandada por Zequinha de Xerém

A casa de Zeca é grande, mas sem ostentação. No quintal, um altar com imagens de Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, São Cosme e São Damião. É ali que o cantor faz suas orações. O sítio reflete a personalidade do dono, simples e muito informal. "O grande barato de Xerém é eu poder colocar um chinelo, uma bermuda velha e ir lá fora comprar jornal de manhã. É pegar uma van ou um ônibus e comprar um frango daqueles que ficam rodando em televisão de cachorro", explica Zeca.
Em Xerém, é ele quem bate na casa dos conhecidos. Organiza festinhas para as crianças da comunidade e transforma sua sala em cinema. Exatamente por isso, Zeca não se acostuma com o ritmo do Rio. "O sucesso atrapalha minha vida normal. Não curto muito. Gosto mesmo é de ficar no meu quintal, cortando peixe e fazendo samba com uma roda de malandros", diz. Sendo assim, duas vezes por mês ele deixa o apartamento em que mora na Barra da Tijuca e pega a estrada rumo ao refúgio.

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