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Teatro
"O teatro caminha no fio da navalha"

Daniel Schenker Wajnberg

Osmar, ao centro, divide o palco com Lena Brito, Emanuelle Araújo, André Mattos e Ricardo Tozzi

Osmar Prado

A parceria entre o ator e Hamilton Vaz Pereira, diretor e dramaturgo fundador do irreverente grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, não era previsível. Mas ela acontece em Colapso, montagem em que Osmar Prado interpreta um poderoso empresário, às vésperas das eleições presidenciais de 2002

O contexto de Colapso é o do universo empresarial do Brasil recente. Você acha que o País passou por momentos mais promissores em décadas anteriores?
Nós atravessamos uma ditadura. Estávamos sob pressão. Hoje vivemos uma democracia incipiente – mas, ainda assim, uma democracia. As pessoas podem se expressar livremente. A imprensa tem liberdade de publicar. Então, prefiro os dias atuais.

Como foi seu encontro artístico com Hamilton Vaz Pereira?
Hamilton é uma doce criatura. Sempre prestei atenção em diretores vanguardistas, questionadores, apesar de ter me detido num teatro mais conservador. Digo conservador no sentido de montagens voltadas para o sucesso – o que, em alguma medida, todos os espetáculos devem ser.
No entanto, acho que as encenações do Hamilton são mais arriscadas. E isto numa época em que o teatro caminha no fio da navalha. Há acesso aos temas, mas muitas dificuldades financeiras pelo caminho.

Além da questão financeira, quais foram os outros fatores que, a seu ver, determinaram mudanças no fazer teatral?
A televisão, que cresceu assustadoramente. Quase todo o nosso elenco, com exceção de Lena Brito, é contratado da tevê. Antigamente, os atores faziam televisão, mas o principal era o teatro. O Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), fundado pelo industrial italiano Franco Zampari, começou como grupo amador no final dos anos 40, mas se tornou nossa primeira experiência profissionalizante. Aos poucos os atores formaram suas próprias companhias e surgiram iniciativas determinantes, como a do Teatro de Arena, Teatro Oficina e Teatro dos Sete. Na TV Tupi havia os teleteatros, com interpretações memoráveis.

Você tem projetos em teatro?
Banquei muitos dos meus projetos. Não cheguei a perder dinheiro. Contudo, acho que não dá mais para trabalhar sem patrocínio. (14 anos)

 

 

Teatro Poeira – r. São João Batista, 104, Rio, (21) 2537-8053. Até 30/5.

 

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