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Vivendo e aprendendo a jogar
ERICH PELITZ conta que amadureceu em tempo recorde ao mudar-se sozinho, aos 19 anos, para o Rio de Janeiro e que com a ajuda dos colegas de Malhação superou a saudade da família

Leo Pinheiro / Fotos: Felipe Varanda/Ag.IstoÉ

QUANDO ERICH PELITZ era criança, tinha três fantasias: ser policial, jogador de futebol e atuar em Malhação. Aos 19 anos, ele pode dizer que fez o que a maioria das pessoas não consegue fazer durante a vida inteira: realizar dois terços dos seus sonhos. Primeiro, chegou aos juniores do São Paulo Futebol Clube e hoje é um dos protagonistas da atual temporada da novelinha vespertina da Globo - mesmo sem ter feito qualquer curso de interpretação. Na pele do bom moço Victor, Erich se tornou um dos queridinhos de dez entre dez adolescentes, que o transformaram em um dos campeões de cartas entre o elenco jovem da emissora. O número certo o ator não sabe precisar, mas conta para Gente que lê todas as mensagens e, na medida do possível, responde algumas.

O carinho pelos recados das fãs tem uma explicação curiosa: Erich acredita no amor por correspondência. Seus pais, o argentino Cláudio Pelitz e a brasileira Maria Angélica, namoraram a distância durante dois anos antes de se casarem. "Naquela época não tinha e-mail, minha mãe conheceu meu pai numa excursão a Buenos Aires e eles passaram a se corresponder toda semana, namoravam pelo correio mesmo", conta o ator.

Já Erich não conseguiu fazer o mesmo. Ele revela que quando a ex-namorada, que mora em São Paulo, telefonava para a sua nova casa, no Rio de Janeiro, e ouvia vozes diferentes - femininas inclusive - brigava com ele, até que a relação ficou insustentável e eles terminaram. "É muito difícil manter um relacionamento a distância, praticamente impossível", lamenta. Logo em seguida, o ator abre um largo sorriso, lembrando que só estava ali, concedendo esta entrevista, porque seus pais contrariaram essa regra.

Erich lembra da família o tempo todo e fala da dificuldade de se mudar para longe dos pais e irmãos. O garoto tranquilo que morava em São Paulo, e que nunca tinha visitado o Rio, teve que amadurecer em tempo recorde. Se até se formar no ensino médio ele se preocupava apenas em fazer a mochila, hoje tem que pagar as suas próprias contas, cozinhar, lavar a roupa e fazer todas as tarefas domésticas. O ator confessa que não sabia fazer nenhum serviço caseiro. "Quando soube que vinha para cá bateu um desespero. Então minha mãe me levou para o tanque, me ensinou a lavar roupa, me ensinou a fazer uns dois ou três pratos... Tudo isso num final de semana."

Erich diz ter ficado deprimido nos primeiros meses no Rio, a ponto de ligar o som, a televisão e ler um livro ao mesmo tempo para preencher o vazio que sentia. Contudo, como em seu edifício moram vários outros jovens atores da Globo, ele passou a fazer reuniões diárias com o que chama de "República da Malhação". Com os colegas de elenco, o ator joga videogame, toca violão ou seu inseparável pandeiro. Nada demais, ele garante. Será que a ex-namorada acredita?

 

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