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Nelson é Chico
Ator conta sobre as mudanças em sua vida após mergulhar no universo de um personagem que ele "ignorava", com quem tinha o nome confundido e que agora interpreta no cinema, em Chico Xavier

Aina Pinto

NÃO FAZ MUITO TEMPO, Nelson Xavier costumava passar por uma situação que o irritava: às vezes, confundiam seu nome com o de Chico Xavier. "Chico é a mãe", devolvia o ator. Parecia profecia. Ele agora sabe que as confusões certamente serão mais frequentes. Nelson é Chico no filme sobre o médium dirigido por Daniel Filho e que estreia na sexta-feira 2. Além de passar a levar a situação com mais bom humor, uma outra mudança aconteceu com o ator. Nas conversas sobre o filme, enquanto o diretor falava de um fenômeno inexplicável de "lágrimas involuntárias", Nelson dizia de suas "cachoeiras de emoção". "Elas tomaram conta de mim até terminar o trabalho e, às vezes, até agora, quando falo sobre isso. É como se ultrapassasse o profissional. É uma coisa que não sei dizer", tenta explicar.

Nas entrevistas sobre Chico Xavier, Nelson se emociona facilmente e fala sobre uma nova postura em sua vida. "Quando recebi o livro do Marcel (Souto Maior, autor da biografia que serve de base para o filme), há seis anos, eu me envolvi profundamente e me comovi muito com a infância dele. Fiquei deslumbrado com um ser que eu tinha ignorado a vida toda", conta o ator, assumidamente ateu. "Mas o espiritismo não era novidade para mim. Desde criança, minha mãe chamava (espíritos), assisti a manifestações mediúnicas. A proximidade com o Chico apenas trouxe isso presente na minha vida. Eu sempre desprezei essa coisa de 'depois da morte'. Ele me corrigiu, me fez ver que é preciso ter uma vida espiritualizada, acreditar mais no amor."

Com interpretação elogiada pela crítica, Nelson conta que não tentou imitar o personagem real e deixou a técnica de lado. A cena em que Chico tem medo de morrer, o ator fez como imaginou que teria sido a situação. Mais tarde, nos créditos, o próprio médium aparece contando a história. Aí, é possível perceber o trabalho preciso de atuação. "A emoção é que deu essa versão. Não fiz porque ensaiei assim. Foi porque veio e eu deixei. Então, foi ele mesmo, eu não sei explicar", diz.

E o próximo trabalho de Nelson será, novamente, Chico. Ele conta que relutou em aceitar o convite para rodar o filme As Mães de Chico, sobre mulheres confortadas pelo médium após a morte dos filhos. Só disse "sim" ao saber que será uma participação discreta. Depois, vai supervisionar a direção de um espetáculo teatral, Nó de Cachorro, uma mistura de Memórias de um Sargento de Milícias com Mandrágora. "Vai ser uma brincadeira boa", aposta.

 

 

 

 

 



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