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Teatro
Velório que dá samba

Aina Pinto

 

Marian Starosta
As atrizes Sara Antunes e Clarisse Derzié Luz em momento cômico da peça

As Meninas, escrita por Maitê Proença e Luiz Carlos Góes, é como uma música alegre falando de tragédia

ALGUÉM JÁ PEDIU que a mulata sapateasse sobre seu caixão. Também já dispensou choro e vela para ficar com uma fita amarela. Porque é possível sambar na dor, na morte, na traição, na solidão. E músicas como essas estão na trilha sonora de As Meninas - não a adaptação do romance de Lygia Fagundes Telles, também em cartaz em São Paulo, mas a escrita por Maitê Proença e Luiz Carlos Góes. Na peça, dirigida por Amir Haddad, igualmente se dança diante do trágico.

No velório de Consuelo (Vanessa Gerbelli), estão a filha Rubi (Sara Antunes) e sua melhor amiga, Luzia (Patrícia Pinho), ambas com 12 anos. Lidam com a morte à sua maneira e são as únicas a não interpretar personagens de luto. Elas choram e brincam, inclusive com a morta, que aparece para elas para contar sua história e para confortar a filha. As outras mulheres que aparecem no funeral têm seus papéis a cumprir. A mãe (Analu Prestes) de Consuelo, por exemplo, faz drama. É o que se espera de alguém que perdeu a filha. Mas não esconde as mesquinharias, os arrependimentos, as desavenças.

Com figurinos lúdicos e num cenário onírico, o ótimo elenco (além das citadas, Clarisse Derzié Luz, que se desdobra em vários papéis) faz girar a roda do samba. Alternam-se momentos comoventes, como quando Rubi comenta a beleza dos dedos longos da mãe pianista, com o riso, quase sempre nas falas de Luzia, que, lá pelas tantas, diz que as pessoas tristes são mais interessantes. Talvez. Mas, como diz uma outra música, para se encontrar, é preciso ir por aí a "sorrir para não chorar". (14 anos)


Cultura Artística Itaim - av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.830, São Paulo, tel: (11) 3078-7427. Até 2/05.

 

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