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"Sou um cineasta bipolar"
Selton Mello roda seu segundo filme como diretor, O Palhaço, cujo roteiro foi criado após uma crise com a profissão, mas que, segundo ele, será terno e esperançoso

Aina Pinto

Foto Julia Moraes
Elenco do filme O Palhaço dirigido por Selton Mello e estrelado por Paulo José
Foto Julia Moraes
Os atores, na entrevista coletiva, em Paulínia

Selton Mello leva a sério a sabedoria popular que diz que é melhor se manter ocupado para não pensar bobagem. "Filmar é bom porque a gente pensa em figurino, sapatos, atores, cenários, que são coisas alegres, e pensa menos na morte", diz o ator, que atualmente roda seu segundo filme como diretor, O Palhaço, no Polo Cinematográfico de Paulínia (SP). Na produção, ele é Benjamin, um artista circense que se pergunta "quem o faz rir" e que deseja ter um endereço fixo, "um CEP", como diz Selton. O personagem é filho de Valdemar (Paulo José), também palhaço. A ideia do roteiro surgiu no ano passado, quando Selton rodava Jean Charles. "Estava em crise com a profissão. Estava tudo certo, era para eu estar bem e eu não estava", conta. "Acho que esse é um sentimento comum. Todo mundo, em algum momento, se pergunta se não é melhor ir para a Bahia, abrir um barzinho. A vantagem de ser artista é que podemos sublimar a dor e fazer arte."
Apesar de ter surgido de uma crise, o filme não será sombrio. "Quero que seja solar. Tenho a pretensão de chegar ao espectador. Penso muito no público, com quem tenho uma relação muito carinhosa e que gosta de ver meu trabalho. O filme é para essas pessoas", diz. "Meu desejo é que ele fosse classificado como uma 'comédia sonhadora'. E isso é muito radical. Num tempo de violência, fazer um filme com ternura é ousado."

É uma linha diferente da de Feliz Natal, seu trabalho de estreia como diretor. "Depois de assistir, o Raduan Nassar ligou e me disse que era um filme muito sem esperança. E isso vindo do homem que escreveu Lavoura Arcaica. Contei a ele que, em O Palhaço, há um circo cujo nome é Esperança. O que me levou a concluir que sou um cineasta bipolar", brinca.
A previsão de lançamento é para março de 2011 e Selton não pretende parar com seu trabalho atrás das câmeras. "Se der certo, vou fazer sempre, porque é melhor dirigir. Posso refazer minhas cenas. Eu já vinha fazendo isso em outros filmes em que atuei, porque há poucos cineastas que gostam de dirigir ator", diz. Além do recado atravessado, Selton tem outros motivos para continuar como ator e diretor. "A coisa mais bonita é olhar em perspectiva uma coisa que vivi e poder rir disso."



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