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Acelera Bia!
Aos 24 anos, e sem descer do salto, Bia Figueiredo, que estreia na Fórmula Indy no domingo 14, em São Paulo, vence a corrida contra o preconceito e se torna a primeira brasileira a chegar em uma categoria de ponta do automobilismo mundial

Bela Megale - Fotos Rafael Hupsel / Agência Istoé

Cara ou coroa? Bia Figueiredo, de macacão na pista do Anhembi ...
De longe, com sapatilhas brancas, macacão amarelo e capacete, parecia apenas mais um piloto chegando ao Parque do Anhembi, em São Paulo, no domingo 7 para a vistoria da pista que receberá a prova São Paulo Indy 300, no dia 14. Mas um olhar mais atento nas mãos do piloto, ainda sem as luvas, e um detalhe saltou aos olhos: as unhas vermelhas, nada convencionais para um esportista daquele meio. Sim, o piloto era uma mulher e atende pelo nome de Ana Beatriz Figueiredo, a primeira brasileira a participar de um campeonato de ponta do automobilismo mundial - a Fórmula Indy. Para a sua estreia, a paulistana se mostrou confiante: "Acredito que tudo é possível e quero aproveitar a grande torcida para me motivar ainda mais", disse.

Bia, como é conhecida, está pronta para correr esteticamente falando também. Há uma semana, ela mudou o visual para a prova, está de cabelos mais curtos e repicados e com mechas loiras, criação do hair stylist Wanderley Nunes. Fora isso, a piloto anda com a adrenalina a mil por representar as mulheres brasileiras em uma categoria tão importante. "Sinto muita felicidade em ter esse papel", orgulha-se ela, que é filha de dentista, Márcia, com psiquiatra, Jorge Figueiredo. A paixão pela velocidade despertou ainda na infância, assistindo a ídolos como Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi. Nas brincadeiras, as bonecas perderam lugar para os carrinhos. Aos 9 anos de idade, após ver a primeira corrida de kart no Autódromo de Interlagos, elegeria este seu novo brinquedo.

Outra disputa

...e em sua casa, de vestido curto e pernas de fora: força e sensualidade

Desde então, a piloto enfrenta um incômodo adversário nas pistas: o preconceito. "Quando um menino perdia para mim era motivo de gozação. Pais e mecânicos ficavam bravos e tudo era revidado dentro da pista, com batidas ou me jogando para fora", lembra ela. As agressões viriam também em forma de fofocas sobre a sua opção sexual. "Como nunca levei namorado para a pista, muita gente fala que sou lésbica", disse ela, solteira há oito meses com o término de um namoro de sete anos com um piloto de kart.

Mas o tempo lhe trouxe maturidade, autoconfiança e, claro, vitórias, que a ajudaram a impor seu espaço nas categorias de fórmulas brasileiras e sul-americanas até 2007. Foi quando ela decidiu alçar voo e competir no Exterior. "Achei a Europa ainda mais machista que o Brasil e me decepcionei com o ambiente da Fórmula 1. Avaliei também o custo-benefício e decidi treinar nos EUA, que recebe melhor as mulheres", conta. Naquele país, Bia ingressou na Indy Lights, categoria de acesso à Fórmula Indy, em que conquistou duas vitórias e o terceiro lugar geral na temporada 2008. A performance daquele ano a levou mais longe e ela passou a viver em Indianápolis, meca do automobilismo mundial, por nove meses. Com a nova realidade, Bia precisou alterar também sua preparação para as provas.

A brasileira passou a treinar exercícios seis vezes por semana. "O homem tem 30% a mais de força que a mulher. Mas como o importante é resistência, compenso com o preparo físico que adquiro na academia", afirma. Uma dieta rigorosa foi mantida, com muita salada, grelhados, arroz integral e o brasileiríssimo feijão, tudo preparado por ela própria. Super focada em conquistar bons resultados este ano, Bia só quer saber de correr. Voltar a namorar? Casar? Filhos? Só quando ela pendurar as sapatilhas. "O momento agora é de acelerar!", concluiu

 

 



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