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E o Oscar vai para...

Jeff Bridges ou Colin Firth? Ambos são favoritos ao prêmio de melhor ator por seus dramáticos personagens, respectivamente, em Coração Louco e Direito de Amar, filmes que são lançados no Brasil na sexta-feira 5

NO ANO PASSADO, Mickey Rourke colheu prêmios por seu papel em O Lutador, sobre o ocaso de um astro da luta livre. A Academia costuma prestigiar personagens problemáticos e, desta vez, foi Jeff Bridges quem garfou a indicação ao Oscar como o decadente cantor de Coração Louco. Ele é Bad Blake, ídolo da música country que se afundou na bebida, viu o antigo protegido (Colin Farrell) se tornar fenômeno pop e agora sobrevive com shows em bares sem categoria. Se lhe resta algo intacto é o talento ímpar para compor canções. Diferente de Rourke, retratado como uma figura deformada física e moralmente, Bridges não faz o tipo autoindulgente e exala charme ao violão

A jornalista vivida por Maggie Gyllenhaal não resiste a ele, e o enredo mostra como a moça, uma ressabiada mãe solteira, altera a forma como Blake enxerga seus desacertos. Não há nada especialmente original no romance ou no sujeito em declínio. O protagonista cativa porque o diretor Scott Cooper o delineia com realismo – e Bridges se esquiva com sabedoria da caricatura do alcoólatra. Ninguém muda do dia para a noite, mas seu vislumbrar de um futuro melhor é enternecedor. (Classificação Indicativa: a conferir)

 

A DESCRENÇA FOI GERAL quando o estilista Tom Ford anunciou sua estreia como cineasta. Quem previu que o designer, que levantou a marca Gucci – e agora tem grife própria –, faria um filme com cara de editorial de moda acertou. Direito de Amar é um desfile de gente linda e bem-vestida. O olho clínico de Ford não se ateve ao figurino. Tudo parece meticulosamente no lugar na reconstituição da Los Angeles de 1962. Mise-en-scène e fotografia são impecáveis. É bem verdade que a “alfaiataria estética” é saturada, mas tem propósito.

George, o professor vivido por Colin Firth, segue uma rotina ritualística para se aprontar. O elegante invólucro, porém, mascara (ou ao menos tenta) um âmago em convulsão. Seu companheiro morreu há oito meses, e ele sucumbiu ao luto. George acorda decidido a tornar aquele seu último dia. É aí que o estilista surpreende. Firth tem aqui o melhor papel de sua carreira e Ford o conduz com destreza por ações cotidianas, nas quais questões sobre a vida e a morte afloram em afiados diálogos. Enquanto o protagonista se desintegra emocionalmente, seu criador revela solidez como cineasta. (Classificação Indicativa: a conferir)

 

 

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