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Casa
Todas as cores de Isabelle
A casa onde vive uma das artistas brasileiras mais talentosas da sua geração, no Jardim Paulista, em São Paulo, é a mais perfeita tradução de sua obra: vibrante, colorida e feliz

Silviane Neno

Fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ

Aquela tarde, como todas as do mês de janeiro em São Paulo, prenunciava chuvas de verão torrenciais - mas o sol ainda se prestava a compor a pintura de um cenário bucólico e elegante. É a casa-ateliê da artista plástica Isabelle Tuchband, com suas janelas de vidro transparentes e generosas. É ali que ela tem suas explosões de criatividade, muitas vezes quando o dia já virou madrugada. "Quando fico um tempo sem pintar, sinto falta, preciso disso sempre", afirma.
Espalhados numa grande mesa despontam livros, pincéis, anotações, desenhos e muitas telas, tudo cuidadosamente empilhado numa fascinante bagunça organizada. Ao fundo, como trilha, Caetano Veloso canta baixinho "Gelsomina", tema do filme A Estrada, clássico de Federico Fellini, faixa do célebre disco em homenagem à Giulietta Masina. "Levei dias até achar esse CD, é difícil, e acabei encontrando na internet", conta. A canção parece perfeita para compor aquele quadro.

Isabelle Tuchband mora e trabalha ali, numa rua do Jardim Paulista, em São Paulo, há 11 anos. A casa é uma construção de 1927, em estilo colonial português que ela fez questão de preservar. Ateliê na frente e morada nos fundos - e entre eles uma espécie de jardim onde o filho, Max, corre de galochas quando a chuva decide não esperar mais. O único luxo, se assim é possível dizer, é uma cabana com jeito de "casa de árvore" construída para abrigar o quarto da babá do menino e hospedar os amigos vindos de Paris.
Vamos entrar. Uma pequena sala com mesa e cadeiras de jantar, quadros e livros, o ambiente de estar, a cozinha, o quarto e o mezanino, de propriedade de Max. E só. Para que mais? "Preciso dessa simplicidade", diz Isabelle. "É o que me inspira." Na construção romântica, pontuada pelo colorido das telas e objetos, há um mosaico de detalhes que enche os olhos. O olhar esteta, herdado do pai, o arquiteto e artista plástico francês, Émile Tuchband (1933-2006), o estilo, e sobretudo o savoir vivre de Isabelle, estão espalhados sem nenhum pudor.

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