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Novela
Tempos modernos e antigos
Folhetim discute relação entre o novo e o velho, mas ainda não mostrou uma história sólida

TV Globo/Zé Paulo Cardeal
Vivianne Pasmanter e Antonio Fagundes em cena da novela das sete

Dois “casais” são destaque em Tempos Modernos, novela das sete que estreou na segunda-feira 11, na Globo: um, formado por Leal (Antonio Fagundes) e Hélia (Eliane Giardini), e outro, pelo antigo e o novo. Este último é onipresente em tudo na história, escrita por Bosco Brasil. É o centro velho de São Paulo versus a chegada de um prédio moderno, a menina aventureira (Nelinha, interpretada por Fernanda Vasconcellos) e o rapaz certinho (Zeca, por Thiago Rodrigues), até a trilha sonora com músicas antigas gravadas por novas vozes. E, assim como todo casal de novela, a tradição e a modernidade andam às turras, mas se completam. É o que se vê na galeria, onde Ramón (Leonardo Medeiros) vive como se estivesse nos anos 70, mas cercado por jovens, e no prédio empresarial onde Leal exerce seu tradicionalismo em meio a facilidades tecnológicas.
Isso tudo acontece em um cenário surreal. Afinal, se o computador Frank, referência ao filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço, é algo impensável, também o é o centro de São Paulo limpinho e bonitinho com cara de Projac. Exatamente por essa ousadia, a novela precisa de uma trama sólida que ainda não foi mostrada nos primeiros capítulos. Leal e Hélia chamam a atenção porque são os únicos cuja história é mais próxima do folhetim tradicional e também graças ao ótimo trabalho dos atores.

Talvez aí esteja a prova de que uma novela moderna precisa de elementos antigos. Como mostra a própria história, o novo e o velho se completam. Mas Tempos Modernos é praticamente metalinguística, já que é exibida em um momento em que se discute se novas mídias vão acabar com o interesse pelo folhetim. E tem bons momentos quando é inovadora, como o fato de Leal ter forçado a convivência de Nelinha e Zeca não por coincidência, mas porque sabe que o garoto está apaixonado, ou o momento em que Antonio Fagundes, na voz de seu personagem, diz já ter passado dos 60 anos. São coisas pequenas, mas que fazem valer a história. Aina Pinto

 



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