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Maria Adelaide A mil por hora
A autora da minissérie Dalva e Herivelto, revela que gosta de entoar canções dos anos 40 e 50 para aliviar o estresse e conta sobre seus vários projetos para 2010, que incluem cinema e novela

Aina Pinto

Foto Fabiano Cerchiari/Ag. IstoÉ

Impaciente, mandona, careta, ansiosa. Durante uma conversa com Maria Adelaide Amaral, são essas as características que ela aponta ao falar de si. Para quem a ouve, é possível perceber também que ela é disposta, bem-humorada, segura. Seu nome virou grife de minisséries, como Um Só Coração, A Muralha, Os Maias. Na segunda-feira 4, estreou mais uma, Dalva e Herivelto. É apenas um dos trabalhos da autora este ano. No dia 23, reestreia em São Paulo As Meninas, sua adaptação para o teatro do livro de Lygia Fagundes Telles. Ela ainda prepara seu primeiro roteiro para cinema e uma novela, o remake de Ti Ti Ti, e é cantora nas horas vagas.

Você disse que o importante ao adaptar As Meninas para o teatro era a aprovação de Lygia. Ela aprovou?
Ela adorou. Quando recebi o convite para fazer a adaptação, eu não tinha razão para aceitar. Mas Fernando Padilha (produtor) disse que a Lygia gostaria. Aceitei. Foi muito rápido porque foi muito fácil. Essas personagens são muito fortes. A Ana Clara (a modelo viciada em entorpecentes) talvez seja a mais atual, porque infelizmente esse tipo só se multiplicou.

Mesmo vivendo entre artistas e intelectuais, nos anos 70, não teve problemas com drogas?
Experimentei um cigarro de maconha, que me botou a nocaute. E experimentei o pó (cocaína) para ver como era. Não achei nada demais. As pessoas acham que criam mais, que ficam mais interessantes, e elas ficam muito chatas. Sou careta.

Você também disse que não importa se é boa mãe e avó, que não ficará conhecida por isso.
Para meus netos, é importante que eu seja uma boa avó porque esse é o registro que eles vão ter, que estão tendo. Para o público, o que importa é aquilo que ofereço como espetáculo, como cultura. Serei julgada por isso, não pelas minhas virtudes domésticas, que acho que são ótimas.

Você contou que gosta de astrologia, que Caio Fernando Abreu fez seu mapa astral e disse que seria uma pessoa conhecida. Esse era seu desejo?
Gosto. E o Caio era um grande astrólogo. Naquela época, nos anos 70, íamos atrás de todas as novidades. Se diziam que havia uma cartomante na vila Matilde (bairro paulistano), todo mundo ia. Eu ia, de farra, porque nunca uma cartomante acertou. No dia que acertou, não fui mais, de tanto medo que fiquei.

Mas tinha o desejo de ficar conhecida?
Tinha o desejo de escrever. O fato de ficar conhecida foi consequência disso.

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