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Perfil
Vida de diretor um sem cortes
Em entrevista exclusiva, Ricardo Waddington fala sobre a paixão pelo trabalho, detalha sua relação com os filhos e as ex-mulheres e não se nega a comentar a fama de diretor durão dentro do estúdio - e de galanteador irresistível, fora dele

Macedo Rodrigues fotos Orestes Locatel/Ag.IstoÉ

Waddington em seu habitat natural, a ilha de edição em um dos estúdios do Projac, no Rio: "Meu hobby é minha própria profissão."

Seus programas conquistam público e crítica. Sua carreira é invejada dentro e fora dos domínios da Rede Globo. Sua estampa arranca suspiros de funcionárias mais desinibidas pelos corredores do Projac. Seu método de trabalho, rígido, pode levar atores e atrizes às lágrimas. Ricardo Waddington, 50 anos, é a condensação do profissional talentoso, focado e temido, mas que surpreende pelas nuances de uma personalidade que pode ser bem-humorada e amorosa, sobretudo quando fala dos dois filhos e da possibilidade de ser avô pela primeira vez.

Mas é falando de seu dia a dia como diretor de núcleo que Waddington revela toda paixão pela profissão que aprendeu na marra, sem passar por cursinhos ou faculdades. Ele é fissurado pelo que faz e isso se reflete no sucesso dos seus trabalhos na tevê. Para ficar nos mais recentes, Amor & Sexo, sob o comando de Fernanda Lima, durou o dobro do tempo previsto, passando de cinco para dez episódios. Em Por Toda a Minha Vida, o que era para ser um especial, homenageando a cantora Elis Regina, em 2006, virou atração que entra na sua terceira temporada.

Por fim, a novela das sete, Cama de Gato, que na semana passada bateu os 30 pontos de audiência sob sua direção, índice digno de aplausos para o horário. Em uma das salas de edição dos estúdios da emissora em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, Waddington recebeu a equipe de GENTE e quebrou a imagem de ser um entrevistado difícil. Extremamente educado, foi além do assunto comum - trabalho, trabalho, trabalho... - e falou sobre sua mente freudiana, da família, do irmão cineasta e, acredite, até da fama de conquistador de beldades: "Se eu fosse homossexual, me envolveria com atores. Mas como sou hetero é natural que eu me envolva com atrizes", disparou. Que tal?

Por Toda Minha Vida é um programa descontinuado. Por que não se fixa na grade?
Porque a programação da Globo, do chamado segundo horário, é assim, alternada. O que importa é que provavelmente vamos ter mais uma no ano que vem. Já estão gravados Adoniran Barbosa e Cartola. E vamos produzir Novos Baianos, Frenéticas e Carlos Gomes, que vai ser o primeiro erudito que a gente vai fazer. Sem falar que é uma conquista. Há alguns anos, neste horário, certamente teríamos um filme americano. E eu sou totalmente favorável a nós termos uma programação nacional em todos os nossos horários. E a Globo também pensa assim, banca isso, é sensacional.

O programa já recebeu três indicações ao Emmy Internacional. A que se deve este sucesso lá fora?
Bem, fomos indicados com os programas sobre a Elis Regina, depois Nara Leão e agora os Mamonas. E eu achei incrível esta última indicação, porque eles não fazem a menor ideia de quem foram os Mamonas. Então é sinal de que eles gostam do nosso formato, de docudrama, independentemente dos personagens. Não que o Por Toda Minha Vida seja um formato 100% novo. Mas acho que ele é muito adequado ao conteúdo que ele leva, que transforma. Então, isso chama atenção.

Algum projeto novo?
Já estou fazendo um programa sobre a Copa do Mundo que vai ao ar no ano que vem. É um docudrama também, mas não é o mesmo formato de Por Toda Minha Vida, que fala sobre as cinco copas que o Brasil ganhou, centrado nas biografias dos personagens centrais de cada conquista. Já estamos fazendo o Romário e o Zagallo. O Ronaldo já fechou com a gente também e a família do Garrincha e o Pelé estamos negociando.

Como encontra fôlego para tanto trabalho?
Quem se esgota, na verdade, está fazendo uma má gestão. O bom executivo é aquele que trabalha nas horas certas e tem tempo para ir ao teatro, ao cinema, consegue dar atenção aos seus filhos, ter um bom fim de semana. Tenho uma equipe muito boa trabalhando e consigo delegar responsabilidade. Além disso, meu trabalho é apaixonante, não é desgastante. E todas as horas de trabalho que eu tenho são horas que eu opto por tê-las, que escolho estar trabalhando, que é uma coisa que me alimenta muito. Nas horas em que tenho que ficar com meu filho, fico com meu filho. Nas horas em que tenho que namorar, namoro.

Você tem dois filhos, não?
Sim, a Isadora, que tive com a Lídia Brondi e está com 24 anos, e o Pedrinho, que tive com a Helena Ranaldi, que está com 12 anos. Mas já posso até ser avô! E, sinceramente, vou adorar ter um neto aos 50 anos.

Você é um pai presente, vê os filhos com frequência?
Vejo com frequência, mas Isadora eu vejo menos, porque ela mora em São Paulo. Mesmo assim, a gente viaja muito juntos, eu, ela e o Pedro, sempre nas férias. Só que ele, por morar aqui no Rio, eu vejo direto. O Pedro faz parte da minha vida cotidiana.

"Os conflitos (no trabalho) são muito ricos. Quando não tem conflito na área de criação, acho que não é criação. Eles devem ser extremados, como um casamento"

E o que você faz para relaxar?
Quem faz televisão, não faz outra coisa que não seja televisão. Uma pessoa que realmente vive a televisão como uma vida profissional, é muito difícil ter tempo para ter um hobby. Meu hobby é minha própria profissão. E o tempo que resta é um tempo para você ficar com os filhos e namorar um pouco, porque senão fica difícil... O meu grande lazer também passa pelo meu trabalho. Trabalho na área criativa, então isso se mistura muito na minha vida. Tenho, por exemplo, grandes ideias tomando banho, sonhando, comendo num restaurante...

Os sonhos muitas vezes exigem boas interpretações...
Mas eu tenho. Faço análise há 30 anos e sou um maníaco por Freud. Não que tenha feito análise esse tempo todo, mas estou nesse processo há mais de 30 anos, e sempre freudiano. Esse vocabulário freudiano está na minha fala, por isso dos sonhos.

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