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"Me considero um cara iluminado"
Chico Anysio comemora a volta por cima na carreira e na saúde e sonha em reunir os 9 filhos e 11 netos em sua casa, no Rio, para assistirem juntos ao especial de fim de ano da Globo, com seus personagens mais marcantes

Macedo Rodrigues FOTOS Daniela Dacorso/ Ag. IstoÉ

CHICO ANYSIO VOLTOU a estar de bom humor. Contrasenso. Afinal, trata-se de um dos maiores humoristas que o Brasil já viu atuar. Mas, fato: 2009 ficará marcado para ele como o ano em que sua carreira e sua vida ganharam novo fôlego. Após longos oito anos sem ter programa próprio na grade da Rede Globo, onde trabalha há 40 anos, Chico Anysio viu seu papel em Caminho das Índias - como Namit, bem recebido pelo público e crítica - como uma redenção.

"Horrível é acordar e não ter o que fazer, recebendo sem trabalhar, com o povo querendo e perguntando pelos seus programas", lembra ele. Outra boa notícia foi a confirmação de um show de final de ano na emissora, o Especial Chico Anysio, já gravado, com direito a convidados mais do que especiais como Lima Duarte e Dira Paes. A boa fase no trabalho o tem ajudado, aos 78 anos, a vencer um drama pessoal.

Chico trava uma luta árdua contra as sequelas que uma embolia pulmonar sofrida em 2001 deixou em seu corpo. As dificuldades respiratórias são constantes: "Me canso até para trocar de roupa", diz. Chico, porém, continua com as garras e a língua afiados. Nesta entrevista concedida em seu apartamento novo na Barra da Tijuca, no Rio, ele comenta sobre sua decepção com a Globo, fala dos muitos filhos, explica por que casou-se sete vezes e diz que detestaria trabalhar na Record.

"Você não faz ideia do quanto é bom respirar. A gente só sabe como é bom quando tem dificuldade"

Como está a produção do Especial Chico Anysio?
Levamos oito dias para gravar tudo. São 24 personagens, um elenco enorme, com atores como Lima Duarte, que está ótimo, fazendo um vampiro argentino, o arqui-inimigo do Bento Carneiro, a Dira Paes, o Alexandre Borges, o Paulo Betti. Tem tanta gente boa, cinco filhos meus, inclusive, que prefiro não tentar citar a todos para não cometer injustiças. O programa está ótimo e vai servir para matar as saudades do público, se é que alguém tem saudades... Só lamento que o Rodrigo (o filho de 17 anos que tem com Zélia Cardoso de Mello) não esteja aqui também, porque ele é muito bom ator. Ele vive em Nova York com a mãe e vai fazer o curso do Actor's Studio. Vai sair ator por lá mesmo, porque ganhar em dólar é melhor.

E a Zélia (Cardoso de Mello) está trabalhando lá? Você continua pagando pensão?
Não está trabalhando. Ela só fica cuidando do Rodrigo e da minha caçula e única filha, a Vitória, de 15 anos. Tanto ela quanto o irmão adoram o Brasil, mas Zélia acha que é melhor eles viverem lá para terem mais oportunidades. E continuo pagando pensão sim, mas daqui a pouco eles atingem a maioridade e fazem a independência deles. Não me queixo.

Sua saúde vai bem?
Com meu enfisema, e depois da embolia, me canso até ao trocar de roupa. Se tivesse que viver de novo, faria tudo o que fiz, cometeria os mesmos erros e até levaria as mesmas surras, porque as surras que levei não foram nada perto desta que o cigarro está me dando. Você não faz ideia do quanto é bom respirar. A gente só sabe como é bom, quando tem dificuldade. Mas venho me esforçando. Estou montando uma academia aqui. Tenho uma bicicleta, uma esteira, estou esperando chegar aquela cama do Pilates, para fazer os exercícios com o fisioterapeuta que vem aqui.

E financeiramente, você tem problemas?
Não tenho do que me queixar, mas preciso trabalhar, né? Tive uma decepção na minha vida, que foi a seguinte: sempre imaginei, acho até que com o direito de ter imaginado, que quando eu não pudesse mais trabalhar, a Globo me usaria como supervisor do humor da casa. Mas não sou eu este cara (risos). Quem faz isso é o Guel Arraes, que é muito bom e a casa deve ter lá as suas razões.

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