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Três textos, três tons
Curiosidades sobre o cancioneiro de Chico Buarque, biografia de Wilson Simonal e relato das aventuras de sexo & rock'n'roll de Erasmo Carlos são as novidades nas prateleiras

RENATO VELASCO/AG.ISTOÉ
Chico Buarque é tema de volume com tom enciclopédico sobre suas músicas

Chico Buarque - Histórias de Canções (Leya, 356 págs., R$ 44,90)

Este é quase um songbook turbinado com curiosidades sobre as músicas de Chico. Com a autoridade de quem criou o site oficial do cantor e compositor, o autor Walter Homem alinha detalhes sobre a gênese das canções mais expressivas. São histórias relacionadas às circunstâncias em que as músicas foram criadas. Por isso, são fartos os relatos de soluções encontradas para driblar a censura.

Entre as curiosidades, há o fato de que "Tantas Palavras", parceria de Chico com Dominguinhos, feita em 1983, foi enviada para Roberto Carlos, que a ignorou. O livro revela também que "Todo o Sentimento", lançada em 1987 e saudada hoje como uma das últimas grandes músicas de Chico, seria gravada no ritmo do samba se uma greve dos músicos não os tivesse impedido de fazer novas gravações. Sem ter o que fazer, eles remexeram nas gravações já feitas e alteraram o andamento do tema.

LUIZ PRADO/AE
Livro investiga com seriedade o envolvimento de Simonal com o Dops

Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal (Globo, 392 págs., R$ 39,90)

Em 1971, Wilson Simonal (1938 - 2000) foi do céu ao inferno em questão de dias. De cantor que chegava a rivalizar em popularidade com Roberto Carlos, ele se viu isolado e exilado artisticamente por conta da acusação de ser informante do Dops. Fruto de dez anos de pesquisa e cerca de 300 entrevistas, a primeira biografia do artista, Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal, reabre o processo sem condenar o legado artístico do cantor ao segundo plano da narrativa, escrita pelo jornalista Ricardo Alexandre.

O artista genial, dono de suingue todo próprio, tem seu talento evidenciado na mesma medida em que o cidadão é perfilado com toda a arrogância e ingenuidade que, defendem alguns, o levaram a cavar a própria cova. Assim como o documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei, o livro confronta versões sem que fique comprovada a culpa de Simonal na acusação de delação de colegas ao regime ditatorial dos anos 70.

HELCIO NAGAMINE/AG.ISTOÉ
Erasmo Carlos faz relato leve da época da Jovem Guarda

Minha Fama de Mau (Objetiva, 360 págs., R$ 44,90)

É com o cuidado típico de um bom moço que Erasmo Carlos rememora aventuras de sexo & rock'n'roll em Minha Fama de Mau. Sem ter a consistência de uma biografia, embora passe em revista fatos marcantes da carreira do Tremendão, o livro é uma coletânea de causos que resultam especialmente curiosos quando abordam a convivência do artista com Roberto Carlos e Tim Maia (1942 - 1998), companheiros de aventura na lendária "turma da Tijuca".

As excentricidades de ambos geram histórias e capítulos divertidos. O livro enfatiza que, mesmo na fase pré-pílula, o sexo com fãs era prática recorrente no cotidiano da Jovem Guarda. Sem querer polemizar, o Tremendão não entra em maiores detalhes e tampouco entrega os nomes das mulheres (as famosas e as anônimas) que participaram das orgias de sua juventude. De mau, Erasmo Carlos tem apenas a fama. M.F.

 



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