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Responsabilidade social
A garra da família Kuerten
Ao lado da mãe, Alice , o tenista Guga mantém instituto que promove atividades esportivas aos alunos das escolas públicas e assiste crianças portadoras de necessidades especiais

Bruno Deminco

Fotos Fernando Willadino
Fotos Fernando Willadino
Gustavo Kuerten com as crianças que participam das oficinas de tênis, futebol, vôlei e natação, entre outras modalidades do IKG

O Instituto Guga Kuerten (IGK) existe desde o ano 2000, já atendeu a cerca de 27 mil estudantes de escolas públicas e crianças com algum tipo de deficiência ao longo dos vários projetos, mas sua trajetória é muito mais antiga. É que por trás da ONG, que leva o nome e recebe o apoio do esportista brasileiro, está Alice Kuerten, mãe de Guga.
Ainda adolescente, por volta dos 14 anos, ela deixou de lado os sonhos da maioria das meninas dessa idade para ser voluntária de projetos como a Campanha Ação da Cidadania, criada por Betinho, e em comunidades carentes. Dona Alice resolveu transformar o voluntariado em profissão quando prestou vestibular. Durante 31 anos, atuou como assistente social da extinta Telesc, sem nunca deixar de participar de outras associações e comitês do gênero. Quando deu à luz Guilherme, portador de necessidades especiais, envolveu-se em trabalhos ligados à Apae. "É uma área a que pouca gente se dedica, não é?", diz. Tempos depois, foi a vez do filho tenista entrar em ação. Quando competiam na categoria juvenil, Guga e os parceiros de quadra doavam cerca de 100 a 200 dólares por partida para um fundo que se transformou na primeira casa para órfãos com deficiência de Florianópolis. "Mas só depois que ele disputou o primeiro (campeonato) Roland Garros que pensamos em organizar e institucionalizar esse trabalho", conta dona Alice. "Eu sempre quis desenvolver uma ação social e a carreira no tênis propiciou a realização desse trabalho.O IGK é motivo de grande orgulho e satisfação pessoal", diz Guga.

Tarefa feita, hoje o IGK, como também é conhecido o instituto, atende a cerca de 460 estudantes de escolas públicas por meio do esporte. São cursos e oficinas de tênis, futebol, vôlei, natação, caratê, teatro, dança, mas as modalidades variam de acordo com o interesse da criançada. "Nós desenvolvemos atividades pedagógicas através do esporte. E também aplicamos essa metodologia a outros professores de educação física", destaca dona Alice, que é presidente do IGK. Mas as atividades não param por aí. Anualmente, eles usam um fundo de doações para aprimorar o trabalho de organizações no interior de Santa Catarina, que dão suporte a pessoas com deficiência. "Fazemos reuniões, resolvemos problemas, oferecemos capacitação e tentamos inserir algo nosso nessa instituição", conta ela, que visitou 145 cidades com o projeto.

O instituto tem ainda as colônias de férias para crianças com necessidades especiais, um prêmio anual para reportagens sobre responsabilidade social, e o Encontrão, um dia de celebração com atividades e diversão para as crianças atendidas pelo projeto. Só que a garra de Alice vai muito além. Durante as enchentes que desolaram várias cidades de Santa Catarina no fim de 2008, ela abriu mão de seu período de férias para ajudar famílias que ficaram desabrigadas. "Como era muita gente, trabalhamos com parentes dos alunos das unidades da Apae. Remobiliamos e consertamos casas de 172 famílias e tivemos que reconstruir outras, de gente que perdeu tudo e mais um pouco", lembra. "Foi muito emocionante."






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