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"Agora passei para a juventude"
Durante a temporada paulista da peça Restos, Antonio Fagundes falou com Gente sobre sua obsessão pelo teatro, a experiência de trabalhar com os filhos e sobre casamento

Bruno Deminco FOTOS Rogério Albuquerque/Ag.IstoÉ

OS NÚMEROS DA VIDA de Antonio Fagundes são grandiosos: 60 anos de idade, 43 de profissão, 40 filmes, 30 novelas e mais de 40 peças feitas, - mais de 80 vistas em um ano. Essa contabilidade lhe rendeu fama de workaholic entre os amigos. "Durante meus 35 primeiros anos de carreira, não tive sequer um dia de folga", contabiliza. Talvez tanta seriedade tenha lhe dado um ar mais reservado e até rótulo de mal-humorado entre jornalistas.

"Falam a mesma coisa sobre eu dar autógrafos, mas eu sempre dou", diz. Na tarde do domingo 18, quando recebeu a equipe de Gente para um bate-papo no teatro FAAP, em São Paulo, onde está em cartaz com o monólogo Restos, o ator foi cordial, brincalhão e ainda mostrou um jeito de menino ao sentar-se com as pernas cruzadas sobre um banco de concreto.

Na peça, Fagundes interpreta um homem ambicioso e obstinado. Já no fim da vida, o personagem perde a esposa e faz uma releitura de vários momentos do casal para confessar um segredo surpreendente. No desabafo, ele se mostra obsessivo pelo destino que construiu com muita dedicação. Na entrevista, o ator permite-se comparações com o personagem, fala da experiência de trabalhar com os filhos, de como eles o ajudaram a desvendar a internet, e avisa: "Não quero me casar de novo."

Assim como seu personagem, você já ficou obsessivo com algo na vida?
Eu sou bastante obsessivo com meu trabalho e com o teatro. Quero apurar cada vez mais isso, não só tecnicamente, mas também no sentido da comunicação. De me comunicar com o maior número de pessoas. Eu gosto tanto de teatro a ponto de assistir a muitos espetáculos. Quando tenho tempo, pego um desses guias culturais e sigo em ordem alfabética. No ano passado, cheguei a ver 85 espetáculos. Este ano, como estou trabalhando, vi pelo menos uns 20. Adoro filmes, tenho em casa uns sete mil DVDs. Vejo, em média, pelo menos dois filmes por dia. Quando gosto de um diretor, sou capaz de comprar a filmografia completa.

Quando acha uma peça chata, você cochila ou deixa o teatro no meio da apresentação?
Para um espetáculo me fazer dormir tenho que estar realmente morto de cansaço. Só me lembro de uma vez na vida em que isso aconteceu. Mas sou capaz de assistir a pior das peças e ainda tirar algum proveito de lá. Acho que gosto de teatro mesmo quando é ruim.

Você é muito conhecido por ser rigoroso com sua plateia, seja na questão da pontualidade ou do celular. É uma fama verdadeira?
Tenho tanta paixão pelo que faço, tanto cuidado, porque esse processo de montar uma peça é extremamente doloroso, complicado e tenso. A gente enfrenta tantas barreiras até abrir o pano e, quando você consegue reunir aquelas pessoas ali, um toque de celular é como uma afronta. Até mesmo por que, o celular não é uma invenção nova, já tem uns 20 anos e as pessoas não se educaram. O mínimo que eu posso pedir para a plateia é que ela se disponha a ouvir o que eu tenho para dizer durante 1h, 1h10.

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