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Casa
Muito além dos flamingos
Aos 88 anos, Lily Marinho abre as portas da festejada mansão no bairro carioca do Cosme Velho, onde viveu por 14 anos ao lado de um dos homens mais poderosos do País, Roberto Marinho

Luciana Azevedo

FOTOS Dario Zalis/ Ag. IstoÉ
D. Lily posa ao lado dos flamingos nos jardins da casa. As aves foram presente de Fidel Castro em 1992
FOTOS Dario Zalis/ Ag. IstoÉ
No hall do primeiro andar da mansão, destaque para o lustre em prata e para o móvel de jacarandá do século 19

O ENDEREÇO SEMPRE PROVOCOU uma aura de curiosidade. Ali, numa pacata rua do Cosme Velho, aos pés do Cristo Redentor, numa imensa casa cor-de-rosa, vivia o homem mais importante da comunicação brasileira. Nem a morte de Roberto Marinho, em 6 de agosto de 2003, diminuiu o interesse sobre o que havia por trás daqueles portões. Desde que ele se foi, é dona Lily, a viúva e sua companheira por 14 anos, quem faz da construção de três mil metros quadrados uma espécie de legado sagrado. Há ali, em cada corredor, nas pedras do jardim, nas louças que serviram jantares a muitos chefes de Estado, nas relíquias do casarão, muito da memória de um país e de uma bonita história de amor.

Filha de pai inglês e mãe francesa, Lily Monique Lemb nasceu na Alemanha e foi criada em Paris. Moça fina e de impressionante beleza, recebeu o título de Miss França em 1938. Aos 17 anos, casou-se com o jornalista Horácio de Carvalho, dono do Diário Carioca, e foi morar em Copacabana, no Rio de Janeiro. A união durou 45 anos e atravessou um momento dramático: a morte do filho, Horácio de Carvalho Júnior, o Horacinho, de 26 anos, em um acidente de carro. A superação da dor veio com a adoção de João Baptista, que lhe deu quatro netos: Felipe, Gabrielle, Anthony e João Victor. "Se não tivesse adotado ele, iria ficar louca", admitiu com os olhos marejados.

Viúva, Lily não cogitava outro casamento até surpreenderse com o pedido de Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, que se separou da segunda mulher, Ruth Albuquerque, para concretizar a união pela qual aguardava há mais de 40 anos, desde que a viu pela primeira vez no Copacabana Palace, em 1941. Ao lado da alemã, o também jornalista aproveitou os 14 últimos anos de vida na mansão do Cosme Velho. Muitos desses momentos estão registrados no livro Roberto & Lily, lançado em 2004, escrito pela socialite em francês e traduzido por Maria de Fátima do Coutto Oliva.

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