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Responsabilidade social
O bem em dose dupla
A atriz Isabel Fillardis criou, em 2001, a ONG Doe Seu Lixo, que promove a coleta seletiva, atende dois mil cooperados e angaria fundos para projetos sociais, e também lidera uma instituição voltada para deficientes

Renata Mendonça foto s Marcelo Fernandis/Ag.IstoÉ

"Não queria apenas emprestar a minha imagem para campanhas, eu queria fazer a diferença", diz a atriz Isabel Fillardis

Em 2001, Isabel Fillardis aguardava ansiosa o nascimento da primeira filha, Analuz, e sofria com um questionamento típico das mães de primeira viagem: "Que mundo vou deixar para o meu bebê viver?" A atriz resolveu pôr a mão na massa ao assistir a uma reportagem sobre reciclagem de lixo, quando essa prática ainda era pouco difundida no Brasil. Descobriu que poderia não só contribuir para criar um mundo melhor para a sua menina, mas também prover benefícios para outras famílias.

Nascia então a ONG Doe Seu Lixo. "Não queria apenas emprestar a minha imagem para campanhas, eu queria fazer a diferença", diz ela, que convocou toda a família para trabalhar no projeto. No início, Isabel chegou a bater de porta em porta nas empresas para conseguir todo lixo que fosse produzido por elas. "Era um susto. Eles perguntavam: por que essa atriz está querendo levar o meu lixo?", lembra. Com o tempo, porém, a organização sem fins lucrativos que tem como base a coleta seletiva, ganhou credibilidade.

Com o lixo da coleta a ONG angaria fundos para projetos sociais, faz doações para instituições e proporciona a inclusão social de pessoas de baixa renda. Hoje, a Doe Seu lixo tem parceria com grandes empresas e percorre todo o Estado do Rio de Janeiro com uma frota de sete caminhões. O projeto foi o primeiro a contar com equipamento de monitoramento da coleta por meio de GPS. Com esse recurso, as empresas podem acompanhar o destino de seu lixo. "As empresas têm responsabilidade sobre o destino de tudo que descarta.

Dessa maneira, damos a garantia de que os detritos estão sendo levados para o destino certo", explica a atriz, que ocupa o cargo de vicepresidente da instituição. Quando chega ao depósito em Santo Cristo, região central do Rio, todo lixo é separado e classificado por trabalhadores cadas trados e capacitados. O trabalho hoje beneficia cerca de dois mil cooperados. Em oito anos de existência, o projeto cresceu e também abrange outros Estados. Em uma parceria com a Coca-Cola Ltda, a ONG distribuiu 38 supervisores pelo País para acompanhar de perto a reciclagem em diversas cidades.

A iniciativa fez com que o projeto também alçasse o posto de pioneiro no desenvolvimento de crédito carbono primário. Com uma coleta menos poluente, deixam de emitir carbono na atmosfera, recebem um certificado da ONU e podem ganhar dinheiro por conta disso. "Isso é motivo de orgulho para gente. Sinal de que estamos no caminho certo", comemora o advogado Júlio César, marido de Isabel e secretário-geral da ONG. Jaqueline Fillardis, irmã da atriz, é a presidente. "Envolvi a família toda. O meu marido e minha irmã foram estudar gestão ambiental para entender mais sobre o assunto. Hoje todos são apaixonados pelo trabalho", orgulha-se.

Além da reciclagem, a atriz também se dedica a outra Ong, A Força do Bem, voltada às pessoas com deficiências visuais, mentais, auditivas e/ou motoras. Isabel resolveu ajudar outras famílias que têm filhos especiais, depois de dar à luz Jamal Anuar, 6 anos, que tem a síndrome de West, um tipo raro de epilepsia, O projeto consiste em um cadastro feito através do site da organização (www.aforcadobem.org.br) que possibilita a identificação e classificação da deficiência, bem como orientação para o procedimento e tipo de atendimento a ser prestado.

"Tenho a sorte de poder custear o tratamento do meu filho, mas muita gente não tem. Damos ajudas pontuais, dependendo da conveniência. Já dei até dinheiro do meu bolso", conta Isabel, que promove shows e recruta amigos para angariar recursos. "Sou atriz, não vou largar o meu ofício nunca, mas sou cidadã. Não vou ficar parada vendo o barco correr. Ganho muito com tudo isso, pois aplico esse conhecimento de vida na minha carreira

 



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