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Responsabilidade social
O florescer da boa ação
A atriz Karina Bacchi comanda com a mãe a ong Florescer, que atende a quase mil crianças e adolescentes e gera emprego para os moradores da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo

Bruno Deminco

Karina Bacchi anima a aula de reforço escolar na ONG Florescer

A sede da ong Florescer já foi um dos típicos casarões do bairro do Morumbi, área nobre de São Paulo. Com o crescimento da comunidade vizinha de Paraisópolis, a segunda maior favela da cidade, os antigos donos decidiram se mudar. "Uma outra família comprou esse espaço e doou para a gente", conta Nádia Bacchi, mãe da atriz Karina Bacchi e presidente do projeto, que conseguiu a sede fixa em 2003.

Os requintados cômodos se transformaram em salas de aula onde quase mil crianças e adolescentes da comunidade se revezam entre cursos de inglês, reforço escolar, computação, dança, artes e música. A área da piscina e o quintal viraram as oficinas do projeto paralelo Recicla Jeans, que confecciona roupas e objetos a partir de resíduos de tecidos como jeans e seda. "Temos uma loja que foi uma parceria com o Shopping D. Lá, a gente não paga nada, nem energia elétrica. Nossas funcionárias também são da comunidade e vendemos os produtos confeccionados aqui", conta Karina.

Fotos waldemir filetti/ag.istoé
Ao lado da mãe, Nádia, a atriz mostra os produtos confeccionados pelo projeto Recicla Jeans

O projeto assistencialista começou timidamente. Quando a família ainda morava na pequena São Manuel, interior de São Paulo, e resolveu reunir amigos para angariar fundos para o asilo dos velhinhos da cidade, nem imaginava as proporções que a boa ação iria alcançar. Na época, Karina tinha 14 anos e era responsável pela diretoria juvenil.

"A gente também ia aos asilos, passava o dia com eles, fazíamos apresentações e dias temáticos", lembra a atriz. Quando a família se mudou para a capital, quatro anos depois, levaram junto o espírito de solidariedade. "Fizemos um Natal para quase 500 crianças na Praça da Sé. Com presentes, comida, show e até Papai Noel. Foi muito bacana", recorda Nádia.

Ainda perdidas na grande metrópole e sem um rumo definido para a boa ação, mãe e filha seguiram os conselhos das funcionárias que trabalhavam em casa. "A gente morava aqui perto e elas eram de Paraisópolis", conta Karina. "Decidimos fazer um trabalho preventivo para que as crianças não chegassem às ruas.

Era a melhor solução", completa a mãe. No início, a fórmula era a mesma usada em São Manuel. Elas promoviam eventos e arrecadavam fundos para ajudar a comunidade. Mas com a doação da casa, quando foram criados os cursos e as oficinas, Nádia resolveu dedicar-se exclusivamente à causa. Já Karina aproveita sua imagem e fama para conseguir parcerias e doações. Apesar de beminstaladas e colhendo bons frutos da Florescer, a luta de mãe e filha continua. "Queremos aumentar as oficinas, construir um ginásio de esportes para a comunidade, além de um teatrinho aqui na casa", adianta Nádia.

 



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