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Estilo casa
Donos do luxo
A cobertura nos jardins, em São Paulo, é o principal cartão de visitas de Wair de Paula e Eduardo Machado, a dupla responsável pelas criações da Artefacto

por Silviane Neno fotos Juca Rodrigues/ag. istoé

O quadro com cocar foi presente do amigo Chicô Gouveia. Na mesa de centro, objeto de Adriana Banffi. Móveis Artefacto.
Corredor que dá acesso à piscina. Castiçal do século 17, baú da Artefacto. Na parede,braçadeiras indígenas
Eduardo e Wair na janela da sala-de-estar
A cadeira baixa era usada por costureiras para fazer a barra de vestidos, em ateliês.

Olhando de baixo, o prédio dos anos 1960 no final da rua mais badalada do bairro dos Jardins, em São Paulo, é discreto e quase não se nota. Mas é ali, no último andar, pertinho do céu, que moram os responsáveis pelo estilo e criações de uma das lojas referência em móveis de luxo no Brasil, a Artefacto.

Mas, ao contrário do que se possa prever, a casa de Wair de Paula e Eduardo Machado nem de longe se parece com um showroom frio. Há ali muito do jeito e da história de vida da dupla. Um jeito de quem desde muito cedo treinou o olho e privilegiou a estética das formas e do valor de obras eternas.

A porta do elevador se abre direto para um hall com paredes tingidas de marrom-chocolate. Numa delas se vê uma gravura de Picasso, feita com giz-de-cera. Em frente a ela, fotos do francobaiano Pierre Verger, o babalaô, e uma escultura de um artista mineiro anônimo. A mistura, eclética, é indício de uma saudável mania de Eduardo: a aquisição de obras de arte de várias épocas, gêneros e procedências. Antes de ir para a Artefacto, há vinte anos, ele foi marchand e dono de galeria de arte. Das antigas funções, ficou o dom de acumular com inteligência, e assim, vem construindo seu tesouro particular. "Não gosto de dinheiro, gosto de coisas, de objetos", afirma Eduardo "Às vezes nem estou pensando em comprar nada, mas passo e se vejo algo que me encanta, compro."

Eduardo é um pernambucano bom de conversa. Enquanto vai contando as histórias de sua coleção permeada de detalhes ele lembra quando, certa vez, chegou à loja uma grande mesa de espelho. O funcionário que trouxe a caixa viu o móvel despido do papelão e, de imediato, elogiou a beleza da peça. "O melhor é que nessa mesa você nunca vai jantar sozinho..." Com genuína simplicidade, foi assim que o rapaz viu a função do espelho como tampo, a de refletir a própria imagem. Uma leitura quase poética, e por que não, otimista.

Na sala da piscina, Wair, atento ao relato de Eduardo, sugere uma pausa para o café. Volta com as xícaras e o bule numa bandeja de prata recheada de petit fours de maracujá e taças com bolinhas de wassabi. Organiza tudo com requinte de quem não sabe fazer de outro jeito.

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