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cinema
Bela Noite para Voar
O ator José de Abreu personifica Juscelino Kubitschek em suspense histórico que ele mesmo coproduziu

ESTEVAN AVELLAR
Produção dirigida por Zelito Viana tem desenvolvimento antiquado

O CINEASTA ZELITO VIANA declara que Bela Noite para Voar é seu primeiro filme próprio, no qual não é diretor contratado. Com roteiro assinado por ele, com colaboração do irmão Chico Anysio e do dramaturgo e diretor teatral Augusto Boal, a produção se desenvolve como um drama de suspense em torno de 24 horas na rotina do presidente Juscelino Kubitschek, em 1960, durante as quais sua vida foi ameaçada. De imediato, há que se fazer uma comparação deste filme com Operação Valquíria, de Bryan Singer: ambos tentam extrair suspense de fatos históricos conhecidos. Se no filme de Tom Cruise há ao menos a torcida do espectador para que o complô de assassinato contra Hitler vingue - caso que não acontece no filme de Viana -, é inegável notar o prejuízo em tensão e mistério que ambos os filmes sofrem por terem desfechos conhecidos.

Viana, que em 2000 retratou outra figura notável da cultura brasileira em Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão, é da geração que viveu em sua plenitude o "efeito JK", o nascimento do autêntico orgulho brasileiro. Personificado com veemência por José de Abreu (em cartaz também em O Menino da Porteira), produtor associado do longa, Juscelino é mais uma vez visto como um cidadão visionário, destemido e romântico. Sua vida estava sendo ameaçada por um pequeno grupo da Aeronáutica, que temia que suas atitudes políticas prenunciassem a entrada do comunismo no País. Por mais que o enredo seja instigante, o filme tem um desenvolvimento antiquado e estanque. É positivo ver o tratamento que Viana dá à controversa figura de Carlos Lacerda (interpretado pelo filho do diretor, Marcos Palmeira), mas não dá mais para ouvir "Aquarela do Brasil" e "Eu Sei que Vou te Amar" em filmes da época. O idealismo que permeia o filme, apesar de "do bem", carece de renovação. (12 anos)
Christian Petermann

 



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