- Anuncie
- Assine

 
 
 
Cinema // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Quem Quer Ser um Milionário?
A sofrida vida de dois irmãos indianos é transformada em um espetáculo de cores alegres e otimismo contagiante

Da favela, Jamal (Dev Patel) vai parar na versão indiana do Show do Milhão

A SIMPLICIDADE TRIUNFOU na festa do Oscar, quando uma pequena produção de estimados 15 milhões de dólares arrematou oito das dez estatuetas a que concorria - inclusive a de filme, diretor e roteiro adaptado. Quem Quer Ser um Milionário? não tem astros no elenco, mas irradia uma energia capaz de elevar o mais soturno espírito. A saga dos irmãos Jamal e Salim começa nas favelas de Bombaim e percorre a Índia depois que a morte da mãe obriga a dupla a se aventurar pela vida. O cineasta inglês Danny Boyle, que, de Trainspotting a Sunshine - Alerta Solar, já mostrou que não segue um estilo, agora encontra harmonia na montagem fragmentada, que passeia entre presente e passado para mostrar como Jamal (Dev Patel) foi parar no palco do programa de perguntas e respostas que dá nome ao filme, e está próximo do prêmio máximo de 20 milhões de rúpias.

A fonte de conhecimento do rapaz, que é brutalmente interrogado por suspeita de fraude, se revela em uma narrativa fabulosa e repleta de elementos dickensianos. Como Oliver Twist, os órfãos experimentam a miséria e a exploração e enveredam por caminhos distintos no universo da delinquência. As desventuras dos garotos ganham um ingrediente extra, com o sentimento amoroso que motiva Jamal a enfrentar perigosos percalços para reencontrar Latika (Freida Pinto), a parceira de apuros. Não faltam sofrimento e tragédia, mas o encanto está no otimismo e contentamento que impregnam cada cena. Assim como Frank Capra e clássicos revigorantes como A Felicidade Não se Compra, o diretor Boyle compreende que, em tempos adversos como os atuais, nada é mais agradável que assistir a um filme que aposta na sorte e acredita em um futuro melhor. (16 anos)
Suzana Uchôa Itiberê



Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS