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Memória
"Meu pai foi gênio"
João Marcello Bôscoli diz que Ronaldo Bôscoli foi tratado de maneira até contida em Maysa e que merecia uma minissérie só sobre ele

TEXTO AINA PINTO

CLAUDIO GATTI/AG.ISTOÉ / CARLOS HUNGRIA/ AG.ISTOÉ
João Marcello passou a conviver com o pai a partir dos 11 anos
Ronaldo foi um dos líderes da bossa nova e morreu em 1994

O compositor Ronaldo Bôscoli é uma dessas figuras cuja história é cercada de lendas. Sedutor assumido, virou personagem controverso na minissérie Maysa, interpretado por Mateus Solano. Para quem o achou cafajeste na tevê, há quem diga que ele foi um pouco além, como conta o filho dele e Elis Regina, João Marcello Bôscoli. Em entrevista, o empresário e produtor musical faz uma espécie de biografia amorosa do pai, que morreu aos 66 anos, em 1994:

Como foi o relacionamento com seu pai?
Convivi com Ronga a partir dos 11 anos, depois da morte de minha mãe. Quando os dois se separaram, eu tinha cerca de um ano e havia visitas periódicas até uma cisão. Passei uns oito anos sem vêlo. A própria Elis nos colocou em contato, reconhecendo o erro de misturar a relação de homem e mulher com a de pai e filho.

O que pensa da maneira como Bôscoli foi retratado na minissérie?
O ator não é filho dele? (risos). Ele captou o jeito, a maneira de segurar o cigarro, o olhar. A cena em que ele se levanta da cama e vai tomar banho estalando os dedos e cantarolando foi arrepiante.

O personagem na tevê era mesmo mais comportado que Bôscoli? Foi chamado a opinar sobre a maneira que ele seria mostrado?
Ele foi retratado de maneira mais contida. Tinha um humor ácido tempo integral. Há lendas, mas uma coisa é fato: ele amava a mulher e o universo feminino. Ele dizia: "Meu filho, amo até as chatices da mulher." É importante contextualizar que os anos 60 eram abertos; ele nasceu na década de 20 e não era vergonha um homem solteiro ser galanteador; namorou pessoas do meio artístico - o que gerou repercussão e o divertia. Nunca fui chamado a opinar e não fiz falta. Faria uma minissérie só sobre ele.

Na sua opinião, qual foi o legado dele?
Ronga liderou a bossa nova, que apresentou o Brasil ao mundo. Creio que, junto com seu cunhado Vinícius de Moraes (que foi casado com a irmã de Bôscoli), tenha ajudado a trazer a linguagem coloquial para música. Contribuiu de maneira definitiva para a trajetória de entidades como Rede Globo, Elis Regina, Roberto Carlos. Foi moderno até quando teve síndrome do pânico na década de 40. Gênio.


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