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Acidente
Tragédia em Parati
Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert entram no mar para socorrer o empresário alemão Christian Wölffer que, atingido por um barco, morreu a poucas horas da virada do ano

TEXTO MACEDO RODRIGUES

Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert: "Foi tudo muito instintivo, automático. Quando percebi, estava num caiaque tentando ajudar e o Rodrigo pulando na água. Tentamos ajudá-lo, mas infelizmente foi impossível", disse ela
A casa de Luiz Oswaldo Pastore onde o grupo de amigos estava reunido para o Réveillon
EPRODUÇÃO
O empresário Wölffer em Hamptons (EUA) em 2006

A viagem a Parati, no litoral sul do Estado do Rio, na última semana de 2008, deveria ser de dias de lazer e tranquilidade para o casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert e um grupo de amigos. No entanto, na quarta-feira 31, a dez horas do Ano-Novo, os atores se viram envolvidos em uma tragédia. Eles tomavam sol e se divertiam nas areias da praia do Saco de Mamanguá. quando avistaram o empresário alemão Christian Wölffer, com quem conversaram minutos antes, pedindo socorro de dentro do mar, a 150 metros da areia. Imediatamente, num ímpeto de solidariedade, a atriz pegou um caiaque na tentativa de socorrer Wölffer, enquanto Rodrigo seguiu a nado em direção à vítima, sem saber que ele havia sido atropelado por um barco.

O ator foi o primeiro a prestar socorro, resgatando o empresário com o auxílio de um bote que estava nas proximidades. O esforço, porém, foi inútil. Pouco depois de ser levado ao Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Parati, o empresário de 70 anos, não resistiu aos ferimentos. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Wölffer foi atingido por uma embarcação de médio ou pequeno porte. "Foi uma tragédia. Nunca tinha passado por uma situação como esta. Tentamos ajudá-lo, mas infelizmente foi impossível. Ele já estava agonizando", disse Fernanda ainda abalada, na segunda-feira 5.

Os atores e o turista alemão estavam hospedados na mesma casa, de propriedade do empresário Luiz Oswaldo Pastore e de sua mulher, Carol Overmeer, localizada na tranquila praia de Parati, onde todos comemorariam o Réveillon. De acordo com o investigador Luiz Carlos Batista, que tentou colher os depoimentos de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert no dia seguinte ao acidente, os dois estavam tão consternados que não tinham condições de falar sobre o acidente. "Eles estão muito fragilizados, e começam a chorar quando tocam no assunto. Ainda não foram ouvidos na delegacia porque não reúnem condições de depor", disse Batista, adiantando que o casal deveria prestar depoimento na segunda-feira 5. Até o dia marcado para o depoimento, a polícia ainda não havia conseguido identificar o autor do suposto atropelamento. O caso vem sendo tratado como homicídio culposo (sem intenção), com omissão de socorro, cuja pena varia de três a seis anos de prisão.

De acordo com amigos, a atriz e o ator, que foram os primeiros a ver Wölffer pedindo socorro, pensaram que tratava-se de um caso de afogamento, o que pode significar que não tenham visto o momento do acidente nem tampouco o barco, cujas hélices provocaram ferimentos de 15 cm e 20 cm nas costas do turista. A causa oficial da morte foi apontada como anemia aguda, provocada por hemorragia interna. Na segunda-feira 5, ainda abalada, Fernanda mal conseguia explicar o que se passou em sua cabeça quando, ao lado do marido, tomou a iniciativa de prestar socorro à vítima. "Foi tudo muito instintivo, automático. Quando percebi, estava num caiaque tentando ajudar e o Rodrigo pulando na água", contou a atriz, que preferiu não falar mais sobre a tragédia. Na sexta-feira 2, ela e o marido já haviam divulgado uma nota através de seus assessores de imprensa: "Estamos muito tristes e chocados, foi uma brutalidade. Fizemos o que podíamos mas, para nossa perplexidade e impotência, nada mais poderia ser feito."

Nascido em Hamburgo, na Alemanha, Wölffer morava em Hamptons, balneário de luxo nas imediações da cidade de Nova York. Em 1978, ele comprou o terreno de uma plantação de batatas e criou a vinícola Wölffer Estate e construiu um centro equestre com capacidade para 100 cavalos. Mas a maior parte da fortuna do empresário, estimada em US$ 15 milhões, seria proveniente de investimentos em fundos de capital de risco. O corpo do turista alemão foi embalsamado no sábado 3, mas na segunda-feira 5 uma de suas três filhas, que veio ao Brasil, ainda aguardava a liberação para fazer o traslado do corpo para os Estados Unidos, onde o empresário seria sepultado.

JOÃO LAET/ AG. O
O anfitrião deixa a Capitania dos Portos em Parati, na segundafeira 5, depois de prestar depoimento
AG. NEWS
Acostumado com o mar, o ator que surfa nas horas livres, tentou salvar Wölffer

 

 


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