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Estilo casa
Em casa com Danuza
Um olhar exclusivo do apartamento de uma das personalidades mais interessantes da cena Brasileira

Edição Silviane Neno reportagem Macedo Rodrigues fotos Alexandre Sant'anna/ag.istoé

Entrar no apartamento de Danuza Leão é uma experiência estética e emocional. É como tentar reconhecer ali, em cada objeto, nos móveis, nas cores, um pouco do que ela já contou em livros e crônicas. Danuza é uma contadora de histórias. Histórias às vezes simples, mas sempre acompanhadas de um português elegante. Suas linhas são fruto do olhar de quem muito cedo aprendeu a identificar bom gosto e elegância. E quando fala dela mesma, de suas experiências, dos prazeres que descobriu, dos lugares por onde passou e viveu, não há como evitar a curiosidade em saber como ela mora. Como é a casa de quem, como poucas, circulou com desenvoltura no grand monde, no Brasil e na Europa. Sempre bem recebida, sempre cheia de amigos.
Hoje, prova de desprendimento e, por que não, de elegância, Danuza mora sozinha num apartamento (um por andar) em Ipanema. Solitária, não. Ela divide o espaçoso “quarto-e-sala” de 170 metros quadrados com Haroldo, seu gato. O tom predominante é o vermelho.
A cor foi sugestão do costureiro e amigo Guilherme Guimarães. Danuza foi testando aos poucos. “Achei que não agüentaria e resolvi cobrir de tecido vermelho só uma parede.”
Depois, conta, as outras paredes brancas “ficaram tão sem graça”, que foram todas sendo progressivamente forradas com o mesmo tecido. “O vermelho foi andando, tomando conta...”, ela diz rindo.
Pôr a cama na sala (sim, ela tem uma cama de casal na sala) foi a maneira encontrada para reproduzir a atmosfera de um loft no qual morou em Paris e que adorava. O local é também o cantinho predileto de Danuza. É ali que ela vê televisão (apenas filmes e noticiários, nada de novelas), lê e conversa ao telefone. Ao lado da cama fica o laptop, de onde saem as crônicas semanais e os livros. Ao fundo, o maior dos muitos espelhos que ela colocou pela casa. “É porque sou do signo de leão”, diz. “Narcisismo total.”
Deixando de lado o vermelho indicado por Gui- Gui, o efeito extravagante, o conjunto surpreendente, tudo é obra da própria Danuza. Foi ela quem decorou intuitivamente o apartamento, com borboletas e fotos em preto-e-branco nas paredes, além de dezenas de objetos divertidos, como as almofadas, a onça “caçada” na Amazônia e a pilha de malas Louis Vuitton. Danuza já contratou cinco reformas para deixar tudo exatamente do seu jeito, transformando um tradicional sala-e-três-quartos, no quarto-e-sala com um generoso closet, ousado, inquieto e de extremo bom gosto.
As lembranças que a acompanham por uma movimentada, divertida e inteligente vida parecem estar por ali. Seu apartamento é um passeio histórico, desde os tempos do casamento com o jornalista Samuel Wainer (1912-1980), dono do jornal Última Hora, amigo de Getúlio Vargas, passando pela união com o compositor e cronista carioca Antônio Maria, e até os dias de hoje. Danuza foi presidente da Riotur, promoter das mais badaladas boates cariocas, produtora de arte, dona de butique, de restaurante e muito, muito mais. Nas paredes, as fotos contam um pouco disso. Nunca se sabe quando Danuza abrirá de novo as portas de sua sala. Ela é um pouco assim, de lua. Sorte a nossa que estávamos lá no momento em que ela topou mostrar o tom rubro do seu universo particular.

-No hall de saída do elevador, o vermelho já se apresenta. As fotos em preto-e-branco são da época de modelo. As estantes na sala são ocupadas principalmente por livros de fotografi as, edições antigas de valor estimativo, retratos e muitos CDs, apesar de Danuza não ouvir música dentro de casa. “Cultivo o silêncio. Só ouvia música no tempo em que dirigia e fi cava presa no trânsito. Hoje, nem carro tenho mais.”
-Danuza e o ex-presidente cubano Fidel Castro

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