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Turismo
''Foi uma viagem mágica a Angola''
A cantora Wanessa Camargo conta suas experiências durante cinco dias em CAbinda, uma das principais cidades daquele país

Eu e a primeira-dama de Cabinda, Angelina Tchiola, ao lado do sacerdote e das entidades dos Bakanas, um grupo religioso tradicional de Angola. Assistimos a um ritual na segunda-feira 10

Fotos: ARQUIVO PESSOAL

Era como se todas as mulheres do mundo tivessem se transformado em Naomi Campbell. Assim me senti quando conheci a Céu, ou melhor, Angelina do Céu Tchiola, a primeira-dama de Cabinda, uma das principais cidades de Angola. Ela é essa moça ao meu lado na foto: linda e, de tão alta, eu tinha de olhar para cima para conversarmos. Então comecei a reparar e vi que em todos os lugares de Cabinda havia pelo menos uma mulher linda como Angelina.

Fui apresentada a ela, na quinta-feira 6, quando cheguei à cidade. Estive lá com minha banda durante cinco dias para dois shows na Festa da Juventude, que celebra a independência do país em 11 de novembro. Viajei com minha equipe. O Marcus (Buaiz, marido da cantora e empresário) teve de ficar no Brasil para cuidar dos negócios dele. Não foi minha primeira vez em Angola, já estive na capital, Luanda, para algumas apresentações, mas sem dúvida, esta viagem foi mágica, maravilhosa.

Em especial por conta da segunda-feira 10. Nesse dia, participei de um ritual dos Bakanas, um grupo religioso dos mais tradicionais de Angola, uma cerimônia para desejar boas energias ao país e aos convidados, no caso, Angelina e eu. Era por volta das 6h da tarde quando cheguei à comunidade de Tchizo, em uma área ao ar livre, do tamanho de um campo de futebol. Assim que desci do ônibus, soube que as mulheres raramente participam dos rituais e, quando acontece essa permissão, precisam colocar uma saia feita de samacaca, que é um tecido maravilhoso com cores quentes, algo típico de Angola. Só depois de pronta é que fui apresentada ao Príncipe, o líder religioso que comanda o ritual. Ele foi invocando as 12 entidades, uma por uma. Os homens da comunidade encarnam esses deuses e vestem a máscara e o traje feito de folhas secas. Cada um deles sempre representa a mesma entidade, numa tradição que passa de pai para filho. Mas é algo secreto, ou seja, ninguém fora da família sabe que aquele homem encarna aquele deus. É uma tradição interessantíssima. A cerimônia não acontece em português, mas no dialeto local e, quando invocada pelo Príncipe, a entidade dá um grito e os convidados, numa prece individual, fazem os pedidos. Pedi saúde para mim, para a minha família e também bênçãos para o Brasil e para Angola.

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