- Anuncie
- Assine

 
 
 
Paulo Borges // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 







ALCIDES & AMIGOS
Não pensem que eu estou falando do time de futebol de várzea que existe no interior de SP!

FOTOS ANDRÉ SCHILIRÓ

OU QUE MEU ENTREVISTADO da semana se chama Alcides, e trouxe os amigos para a matéria. Nada disso, Alcides & Amigos é a mais nova marca que inaugurou neste sábado, sua primeira loja própria em SP, nos Jardins, e o nome da marca, que é sempre um assunto muito importante, saiu de uma brincadeira de amigos. Depois de um tempo, vendendo suas camisetas, Fábio Souza, 30, percebeu que ainda não tinha dado um nome à marca. Estavam numa roda de amigos, e o assunto foi democraticamente colocado para ser resolvido. Diante do impasse, um dos presentes olhou para o criador das camisetas e sugeriu: "coloca este aí, o nome deste time na sua camiseta", e pronto: ALCIDES & AMIGOS. Nasceu assim mais uma grife que desponta no cenário de moda. Irreverente, leve e com muita personalidade, vale a pena conferir! Abaixo uma entrevista exclusiva para Gente, com fotos de André Schiliró.

Quando foi que a Alcides & Amigos surgiu? Surgiu há uns quatro anos. Logo os meus amigos começaram a se interessar e pedir peças para eles. Algum tempo depois, uma loja na Rua Augusta mostrou interesse em vender as camisetas e eu comecei a comercializá-las, mas isso ainda era um hobby. E de um ano para cá eu me dedico única e exclusivamente à marca.

FOTOS ANDRÉ SCHILIRÓ

Você trabalhou por 12 anos com design de móveis. Como foi essa experiência?
Sempre foi um desejo meu mexer com decoração, com mobiliário, ainda na adolescência. Comecei fazendo arquitetura, mas parei ao mudar para São Paulo. (O estilista é de Marília, interior de SP.) Quando eu entrei na faculdade, percebi que não era a arquitetura que eu queria, que era o mobiliário, então fiz alguns cursos no Senac, em São Paulo. Depois eu fui para Milão, para fazer design de mobiliário na IED. Voltando, após algumas tentativas de trabalhar em esquema independente, acabei trabalhando para algumas empresas, fornecendo para a Tok & Stok, por exemplo.

Como começou a sua relação com moda?
Eu sempre gostei de moda. Sempre soube que, se eu não trabalhasse com mobiliário, ramo onde estive por 12 anos, trabalharia com moda.

Quem é o principal cliente da Alcides?
Eu acho que o perfil é de um público jovem, que gosta de moda, mas não gosta muito de seguir tendências, que mistura o novo com o antigo.

De onde você resgata referências para a criação?
As minhas referências são sempre moda de rua, streetstyle, é a minha maior identificação. E grande parte é de roupas antigas, eu tenho uma paixão por roupa de brechó, e isso acaba sendo uma característica da marca, ar vintage, uma linha surrada, extrafina, que tem cara de camisetas usadas e que são confortáveis.

Um dos diferenciais da Alcides é a singularidade de cada peça. Que tipo de processo você usa para customizar as camisetas antigas?
Quando a marca começou e eu fazia as peças para mim, estampava as minhas camisetas já velhas, rasgadas. Eu lavava as camisetas várias vezes, desbotava com produtos químicos, tingia de outras cores, estampava, bordava. Atualmente, a estamparia da marca ainda é artesanal, até pelo volume de produto. Eu produzo em quantidades pequenas. Mesmo quando a estampa é corrida, ela é feita na tela, parte por parte.

FOTOS ANDRÉ SCHILIRÓ

Você trabalha em cima de roupas usadas, de brechó. Acredita na moda sustentável?
Tem muito disso. Eu montei muito da minha loja pensando nisso, sustentabilidade, até inconscientemente. Todas as madeiras da loja são de móveis que estavam indo para o lixo - partes de armários, cabeceiras de camas como prateleiras, portas antigas vão ser usadas nas paredes... Todos os espelhos usados são antigos, já oxidados. Já na produção das roupas, eu sempre prefiro usar 100% algodão, e de empresas que tenham perfil consciente. Sem contar os produtos vintage, pois essa também é uma maneira de reaproveitar roupas já condenadas.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>

Copyright © 2008 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS