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O nome dele é rei
O estilista Reinaldo Lourenço leva sua coleção de verão 2009 a Paris e fala da relação da capital mundial da moda com sua vida e trabalho

TEXTO THAÍS BOTELHO FOTO CARLOS PRATES/ AG.ISTOÉ

PELA PRIMEIRA VEZ em sua carreira, o estilista Reinaldo Lourenço decidiu não usar a cor preta em um desfile. Buscou inspiração nas porcelanas finas, de Sèvre a Limoges e até Faience de La Langeais. "Os únicos pontos de cor preta na minha coleção de verão 2009 são alguns saltos e meias. O resto é predominantemente delicado e muito feminino." Também mergulhou nas profundezas do mar atrás de pérolas para os pescoços dessas mulheres frágeis que usam vestidos sem costuras, trançados no corpo. Voilà, criou as "bonecas de porcelana" mais desejadas da temporada. Tão desejadas que cruzaram mais uma vez o oceano para participar do showroom ABEST Crillon, evento que acontece duas vezes ao ano em Paris, no tradicional Hôtel de Crillon, acomodação deluxe que já abrigou até a Rainha Marie-Antoinette. A idéia do showroom promovido pela Associação Brasileira de Estilistas entre os dias 1º e 5 de outubro foi mostrar aos compradores europeus e asiáticos o poder da moda brasileira. Nesse ano, além de Reinaldo, participaram do salão as grifes Adriana Degreas, UMA Raquel Davidowicz, Lino Villaventura, Gloria Coelho e Anunciação. Confira um bate-papo exclusivo que tive com Reinaldo Lourenço assim que ele botou os pés na cidade-luz:

O que você mostrou no salão?
Algumas peças selecionadas da minha coleção de verão 2009, que foi apresentada na São Paulo Fashion Week em junho deste ano. Trago as minhas vendedoras para a cidade e atendo alguns clientes que exigem a minha presença na hora da negociação.

Qual a importância de participar do showroom?
O Brasil é a minha casa e a visibilidade que ganho com a SPFW é excelente, mas Paris é rica em exposições de moda. Além de ser um ponto geopolítico e comercial estratégico, a cidade também exala moda. Vendo para clientes do Oriente Médio, Líbano, Japão, Estados Unidos, Inglaterra... Aqui eu encontro a conexão comercial com o resto do mundo que é tão necessária para a minha grife.

Pessoalmente, o que Paris significa para você?
Paris é uma cidade apaixonante, eu a visitei pela primeira vez em 1986, há mais de vinte anos, e sempre volto. Historicamente, é a capital mundial da moda, o lugar que tem os melhores brechós do mundo, as feiras de tecidos mais incríveis, e tudo isso é muito importante para o meu trabalho. Além disso, no tempo livre eu realmente tenho a chance de vivenciar a cultura parisiense. Vou às livrarias, ando nas ruas, admiro a riqueza cultural e histórica de cada pedaço de Paris, que transforma qualquer coisa banal em um programa inesquecível.

Como isso ajuda no seu trabalho?
Tudo é uma soma, eu vou juntando referências, pesquiso roupas e materiais em brechós, museus e coleções particulares. Inclusive, eu possuo um acervo de vestidos e roupas de época, peças de altacostura, roupas vitorianas, edwardianas, me considero um colecionador de moda. Além disso, toda essa coletânea é muito importante para o desenvolvimento e crescimento do meu trabalho criativo. No passado eu encontro a solução para o futuro.

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