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Tributo
Despedida a Caymmi
Conhecido por levar a Bahia ao mundo através de músicas como "O que é que a baiana tem?", o compositor morre aos 94 anos

TEXTO BRUNO DEMINCO

Dorival Caymmi nunca deixou de retratar a Bahia em suas canções

O silêncio tomou conta do apartamento de frente para a praia de Copacabana, na manhã de sábado 16. Morreu o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi, que travava uma luta contra um câncer nos rins. Aos 94 anos, Caymmi foi vítima de insuficiência renal e falência de múltiplos órgãos. Desde o início do ano, a família já preparava sua despedida. Depois de inúmeras internações, ele passou a receber cuidados em casa e, por iniciativa dos filhos, mudou-se do antigo endereço para um apartamento com vista para a praia. Afinal, como ele mesmo cantou em clássico da década de 50, “é doce morrer no mar, nas águas verdes do mar”.

Baiano de Salvador, Caymmi mudou-se para o Rio em 1938 onde morou por trinta anos até receber do governo baiano uma casa em doação em sua terra natal. O bairro boêmio do Rio Vermelho foi escolhido para o novo lar. Apesar disso, Caymmi já havia sido conquistado pela Cidade Maravilhosa. Foi lá, por exemplo, que conheceu Carmem Miranda e lhe ensinou a letra de “O que É que a Baiana Tem?”, trilha sonora do filme Banana da Terra. Logo em seguida, o compositor lançou seu primeiro disco e contou com a participação da Pequena Notável na música “A Preta do Acarajé”. Caymmi nunca deixou de retratar a Bahia em suas canções.

Também foi no Rio de Janeiro, que ele conheceu sua esposa, a cantora mineira Stella Maris, quando participava de programa de calouros na extinta Rádio Nacional. Caymmi deixou seu legado para três filhos: Dinahir (Nana), Dorival (Dori) e Danilo. Patriarca, o compositor chegou a gravar com os filhos e até lançou, no início dos anos 90, o álbum ao vivo Família Caymmi em Montreux. “Infelizmente, perdemos um grande compositor e cantor, mas sua obra fica”, disse o filho Danilo, durante o velório.

ANDERSON BORDE/AG. NEWS

Velório
Um carro do Corpo de Bombeiros levou o caixão do músico até a Câmara dos Vereadores, no Centro do Rio. Familiares e amigos ilustres foram dar o último adeus a Caymmi antes do enterro na tarde do domingo 17, no cemitério São João Batista, em Botafogo. Os atores Othon Bastos e Patrícia França e o escritor João Ubaldo Ribeiro, além de outras personalidades e parentes, foram levar seu apoio à família. Emocionados, os conterrâneos Gilberto Gil e Caetano Veloso, os músicos João Bosco e Fagner também fizeram questão de se despedir de um dos maiores nomes da música popular brasileira. “Caymmi é a essência da nossa música. Para os músicos, é o pai de todos nós”, disse Caetano.

Fotos: CLEOMIR TAVARES/PHOTO RIO NEWS
Gilberto Gil conforta Nana

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