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Era Uma Vez...
Segundo filme do diretor de 2 Filhos de Francisco é popular e de qualidade

DIVULGAÇÃO
Thiago Martins e Vitória Frate são o Romeu e a Julieta cujo amor é impedido por diferenças sociais

DEPOIS DE UM FENÔMENO como 2 Filhos de Francisco, o diretor Breno Silveira tinha um desafio bem grande nas mãos: manter o sucesso. Afinal, a cinebiografia de Zezé Di Camargo e Luciano levou mais de cinco milhões de pessoas ao cinema. Se o segundo longa do cineasta, Era Uma Vez..., vai conseguir isso, ainda é um mistério, mas o potencial do filme é inegável. Silveira sabe fazer filmes populares com qualidade, coisa rara entre produções nacionais. O novo longa é uma história bem contada, feita na medida para agradar e, assim como o anterior, fazer muita gente chorar.

Era Uma Vez... é a história de amor entre Dé (Thiago Martins) e Nina (Vitória Frate), um Romeu e Julieta em que não são as famílias que impedem o relacionamento, mas o abismo social entre o casal. Ele vive com a mãe no Cantagalo, e ela, com o pai, em um apartamento à beira-mar em Ipanema, no Rio. Como Julieta no balcão, Nina aparece na janela do apartamento e Dé, no quiosque do outro lado da rua, apaixona-se.

O diretor faz questão de mostrar que a violência está presente na vida de ambos. Se Dé precisa lidar com injustiças, preconceito e medo, Nina vive em um mundo onde as pessoas se drogam em festinhas e são corruptas. A presença da violência é tão opressiva que causa um desconforto imediato, mas passa longe do maniqueísmo brutal e perigoso de uma produção como Tropa de Elite, por exemplo.

É certo que Era Uma Vez... repete fórmulas. Afinal, tem traficantes, policiais corruptos, baile funk, execuções. A diferença é que esses clichês são tratados com alguma cautela e há uma história de amor em primeiro plano.

O elenco também é bom. O casal protagonista é seguro e doce. Rocco Pitanga, como o rapaz preso injustamente e que se torna traficante ao sair da cadeia, está impressionante. Da malandragem inicial, ele passa para algo entre a angústia e a alegria de ser poderoso. A trilha sonora, assim como em 2 Filhos de Francisco, é popular, constante e ajuda a caracterizar os personagens.

Era Uma Vez... é um daqueles filmes que têm apelo - excessivamente lacrimoso, é certo, mas muito longe de ser vexatoriamente ruim. Breno Silveira só não mostrou se sabe fazer sorrir. Por enquanto, os fenômenos da alegria do cinema nacional continuam a cargo de Daniel Filho. Mas um dramalhão de vez em quando não faz mal a ninguém. (Classificação indicativa: a conferir) Aina Pinto


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