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TRAJETÓRIA
Um fiel desafinado
O ator Herson Capri, protagonista do musical a noviça rebelde, revela que não sabe cantar e conta que no passado teve todas as mulheres que desejou mas hoje é um marido leal

TEXTO JOÃO BERNARDO CALDEIRA FOTO ALEXANDRE SANT'ANNA/AG.ISTOÉ

"Na vida artística as relações são muito efêmeras. Sou um privilegiado", diz o ator

Pela primeira vez em mais de 35 anos de carreira, Herson Capri solta a voz para cantar. Ele é um dos protagonistas do musical A Noviça Rebelde, em cartaz no Rio. Aos 57 anos, cansado de interpretar os mesmos vilões e mulherengos de sempre na tevê, o ator está feliz por viver o militar durão que acaba se rendendo aos encantos de uma noviça pueril. Há 13 anos, foi o próprio Herson que foi seduzido por uma jovem estudante de medicina, com quem rapidamente se casaria. Da apaixonada união com Susana Garcia nasceram Luísa, de 7 anos, e Lucas, de 10. O ator é pai ainda de Laura, 30, e Pedro, 27. Ao lado da família, Herson afirma que tem a vida que pediu a Deus. Na juventude, conta o ator, teve as mulheres que desejou, mas hoje só tem olhos para a esposa, com quem jura jamais ter enfrentado fases de monotonia sexual, apesar dos longos anos juntos.

Você está se sentindo confortável ao cantar pela primeira vez no palco?
É óbvio que não sei cantar. Desafino até em "Parabéns pra Você". Faço ensaios vocais todos os dias para pagar o mínimo de mico possível. Em termos de interpretação, é um personagem difícil e, desculpe a arrogância, ninguém no Brasil faria tão bem quanto eu.

Qual foi seu primeiro contato com A Noviça Rebelde?
Assisti ao filme pela primeira vez aos 11 anos. Foi tão marcante que voltei várias vezes escondido ao cinema porque eu e todo mundo achávamos piegas se emocionar com A Noviça Rebelde.

Por que você interpretou tantos mulherengos e cafajestes?
Não sei se é culpa desse narigão, que dá uma forma impactante ao meu rosto. A televisão tem o hábito de fixar o ator em determinados papéis. Teve um período em que disse: "Vilão não faço mais". Chega de interpretar o sujeito que come a mulher do melhor amigo, se transforma em assassino e se dá mal no final.

Você pagou um preço por recusar papéis na Globo?
Acho que sim, mas não deixo de pagar. Perdi dinheiro porque, quando estamos no ar, ganhamos muito mais. Imagino também que o diretor e o autor da novela fiquem chateados, mas prefiro me preservar.

Em 13 anos de casamento, como supera as fases de monotonia sexual?
Na verdade, nossa vida sexual só melhora. E olha que a nossa lua-de-mel foi maravilhosa. No máximo, a gente passa por períodos de briguinha, de ficar dois ou três dias evitando sexo.

Já não usou Viagra?
Nunca usei porque não preciso. Mas não teria nenhum problema em usar um dia. A idade vai chegando e a sexualidade naturalmente diminui.

Como você, que já foi casado outras vezes, lida com infidelidade?
Sou muito leal. Tive um relacionamento aberto nos meus 20 anos, mas não foi legal. Vi que não funcionava porque não estava feliz fazendo aquilo. Eu tinha outras mulheres, era gostoso, mas acho que estava deslumbrado em poder transar bastante com mulheres bonitas.

Quais são as vantagens da vida a dois?
Pode parecer piegas e até mentiroso, mas tenho uma família linda e sou um homem realizado com minha esposa em todos os campos: sexual, intelectual e afetivo. Fico pasmo de perceber que isso hoje é raro. Na vida artística as relações são muito efêmeras. Sou um privilegiado.

Aos 57 anos, sente uma urgência de viver a vida mais intensamente?
Sei que meu tempo está encurtando, mas meu principal receio é deixar meus filhos tão cedo. Lucas é muito amarrado, morre de medo quando pego avião. Mas não tenho paranóias.

Que tipo de pai você é?
A Susana é muito doce, então eu sou o capitão da história (risos). Esse papo de que não pode bater, não precisa ser tão radical. Já bati várias vezes na bunda. Outro dia falei com meu filho mais velho: "Eu te dava uns tapas na bunda, né?" Ele respondeu: "Pai, foi ótimo, eu merecia".

Você se empolga com a possibilidade de interpretar papéis mais maduros?
A juventude está tomando conta da mídia e da interpretação. Os próprios velhinhos da platéia querem ver gente jovem e bonita. É quase uma imposição. É cruel e lamentável relegar os atores mais velhos ao abandono.

Já dividiu a direção de uma peça com sua mulher. Que influência você teve na decisão de Susana trocar a medicina pelo teatro?
Tudo começou em 1995, quando ela foi assistir aos ensaios de Abelardo e Heloísa. Fiquei pasmo porque todas as observações que ela fez eram pertinentes. Susana fez uma carreira brilhante na medicina, mas resolveu largar tudo para fazer teatro. Nunca interferi nessa decisão.


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