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"Meu sonho é ser capa da vogue américa"
Raquel Zimmermann, a atual número 1 do mundo, fala da sua trajetória, do esforço profissional, de racismo e anorexia

Paulo Borges

MOMENTOS ANTES de entrar na passarela da Animale, na quintafeira 19, backstage fervilhando, Raquel, com total bom humor e altoastral, sorriu quando saquei o gravador: "Vou fazer uma entrevista com você, aqui e agora!" Doze anos depois que a SPFW começou, nossos encontros se resumem aos breves e deliciosos momentos da preparação para um novo desfile e uma nova coleção. Nesse clima, bati um papo com a atual número 1 do mundo, que foi muito além de moda. A conversa esticou para carreira, política, racismo, anorexia e, afinal, sobre o Brasil. Com vocês Raquel Zimmermann:

Tá gravando? Vamos começar... Como é ser a número 1?
É ser como sempre foi, né? De uns cinco anos pra trás, eu tive o privilégio de começar a trabalhar com todo mundo da moda, e acho que foi por isso que o site (models.com) me elegeu a número um, mas nada mudou desde que eu fui eleita, porque foi o que aconteceu antes que me levou a isso. É uma construção, a mudança ocorreu antes.

Vivemos um momento histórico para a moda no Brasil... Porque todas vocês (tops brasileiras) nasceram num mesmo momento. Eu me lembro de você chegando. Os desfiles ainda pela manhã muito cedo da Glória Coelho no MAM. Você tem essa memória? A Bienal, a Glória Coelho, que é uma fã sua, o início disto tudo, da SPFW?
Eu amo a Glória, o Reinaldo, o Pedro, são supercriativos. Sempre, desde o começo eu trabalhei com eles. Mas o primeiro desfile na SPFW foi um desfile da Ellus, que era uma coleção toda preta... Era tudo preto... Eu me lembro que era um fashion statement! Uma história incrível! Logo no primeiro desfile aquilo era... sabe? Estar na Bienal, num desfile daquele tamanho, foi incrível, um sonho!

Você se imaginava como modelo chegar a número um do planeta?
Não, não imaginava. Acho que era você com a SPFW, que sempre acreditou, sempre quis; mas, na hora é difícil de acreditar, entende? Parece um sonho!

É muito seletiva a carreira de modelo, muita gente quer, muita menina quer, no Brasil e no mundo. Inclusive, as adolescentes querem tanto ser modelos, assim como os meninos querem ser jogadores de futebol. O que você fala pra uma garota de 15, 16 anos?
Pés no chão. Responsabilidade. Força de vontade. E sempre escute os conselhos da sua mãe e do seu pai. Por mais que pareça fantasia e festa, moda é um trabalho sério, duro, e as modelos que vão longe são as profissionais.

Tem essa onda recente, nos dois últimos anos, que de uma certa forma as pessoas tentam colar moda à anorexia, e à vida das modelos. Estamos dentro da moda e sabemos que não é bem assim. Outro conselho que você poderia passar nesta questão da alimentação?
Eu acho que modelo é a palavra: é um modelo. Não é só da aparência! É um estilo de vida, é uma história de energia. Como modelo você dá o exemplo. Então, alimentação saudável, praticar esportes... Essa coisa de anorexia não tem cabimento porque se você se alimenta bem e se exercita, você tem o melhor corpo. Quem quer uma modelo que tem pele caindo, um osso, é feio isso! Acho que ter músculo saudável é uma coisa bonita... As pessoas podem ver, você sempre apóia as modelos saudáveis, a Patrícia Carta (diretora da Vogue Brasil) apóia, a Anna Wintour (megadiretora da Vogue América) também, as modelos da Vogue América têm corpo, têm uma vida saudável. Eu acho que anorexia não tá com nada, para as modelos que estão começando, esse não é o jeito.

Você falou da Anna Wintour, vamos entrar numa outra questão que as pessoas tomam por um caminho torto, ou melhor, simplista. Você é a número 1 e você é loira de olhos azuis. Julgaram a capa da Vogue América racista. Eu particularmente, não acho que a capa seja racista, acho que as questões devem ser discutidas mais profundamente. Você vive no mundo da moda, no mundo todo. Como você encara esse assunto?
Olha, inclusive na nova Vogue América tem um editorial com as novas modelos negras tops, e a mais nova de todas é a Chanel Iman, mas tem várias meninas negras lindas. Essa pergunta: a moda é racista? ...independentemente da cor, pessoas em todo o mundo compram moda, é uma questão de atenção. Negros estão aí, são lindos, e precisam estar participando, e não só negros, asiáticos, todo mundo. não podemos polarizar esta discussão. O mundo não é feito de brancos e negros somente. Tem as pessoas da Ásia, da Índia, e eu acho que é assim a globalização! Quanto mais misturado, mais bonito vai ser.

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