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Wall-E
Produção da Pixar quase sem diálogos conquista nos primeiros minutos

Marina Monzillo



COM MAIS DE 20 ANOS de estrada e oito longas-metragens de sucesso, o estúdio Pixar (que pertence à The Walt Disney Company desde 2006) é sinônimo de excelência em animação. Não apenas pela altíssima qualidade técnica de filmes como Carros (2006) e Ratatouille (2007), mas também por sempre tocar de forma leve, porém marcante, milhões de pessoas de todas as idades e culturas com histórias emocionantes e engraçadas.

Wall-E, a mais nova produção da casa, não foge à regra e ainda por cima é inovadora porque não possui a profusão de cores e os diálogos afiados de um Procurando Nemo (2003). E isso não faz falta nenhuma. No longa, dirigido por Andrew Stanton e com estréia mundial para 27 de junho, o protagonista vive num cenário feio e pronuncia pouquíssimas palavras nas quase duas horas de duração do filme, mas com cinco minutos de projeção, é impossível não estar totalmente cativado.

Wall-E é um robô coletor de lixo, o único que restou na Terra no ano de 2700. Os humanos fugiram para uma cápsula fora da órbita terrestre quando a sujeira e os detritos escaparam de controle e tornaram a vida no planeta insustentável. A esperança era que as máquinas limpassem tudo enquanto os homens descansariam num resort espacial, onde não seria necessário nem ao menos andar ou pensar. Mas com o tempo, o plano não deu certo. Sem a manutenção humana necessária, os robôs viraram sucata, e apenas baratas e o sobrevivente Wall-E continuaram por lá.

A Terra é retratada como um lugar árido e monocromático, e o que conquista nessa primeira parte do filme é a personalidade fofa e o coração puro de Wall-E (obviamente o robô tem sentimentos e reações humanas, afinal, trata-se de uma fantasia) que se expressam praticamente só com os olhos (a exemplo do cachorrinho inglês Gromit, da animação vencedora do Oscar Wallace & Gromit).

A rotina do solitário Wall-E se quebra com a chegada de Eva, uma robô moderna que vem inspecionar a Terra. Carente, o robozinho se apaixona e se agarra na cauda do foguete quando Eva parte para o espaço. E aí começa a grande aventura do "herói de lata" para conquistar seu amor e salvar o planeta.

Wall-E é comovente e gracioso, mas é na crítica à produção exagerada do lixo e no alerta aos problemas que isso causa ao meio ambiente, além do comodismo do homem diante da destruição da natureza, que o filme se mostra mais atual. (Classificação indicativa: a conferir)


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