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Third
Terceiro CD de inéditas do Portishead não supera os anteriores

(M.F.)

O trio britânico Portishead se distanciou do trip hop

FORAM 11 ANOS de espera por um álbum de inéditas do Portishead, o trio inglês que formatou o conceito de trip hop, gênero eletrônico de andamento lento que concilia os scratches do hip hop com o tom viajante da música psicodélica. Contudo, Third poderá decepcionar quem esperava por CD tão arrebatador como Dummy (1994) ou o também interessante Portishead (1997). O grupo se distanciou do trip hop. Em Third, os scratches e as camadas de dub dão lugar a um som mais industrial. Contudo, permanece o clima melancólico que igualmente identifica o Portishead.

A fórmula foi alterada, mas conserva outro ingrediente fundamental: a voz da cantora Beth Gibbons, hábil na interpretação de letras que versam sobre perdas e frustrações. Ela imprime sua marca em temas como "Small", cujo arranjo inicia em atmosfera etérea e vai crescendo até explodir em dissonâncias, e "Deep Water". No entanto, o grande momento do CD prescinde do vocal de Gibbons: é a base de "Machine Gun", urdida com sons que simulam rajadas de metralhadoras. São lampejos de criatividade que compensam a produção mais seca do álbum, gravado sem as orquestrações que embelezaram seus dois antecessores. O fato é que o Portishead está diferente em Third. Mas o disco, é fato também, não tem o caráter inebriante dos trabalhos do trio nos anos 90.


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