Televisão • Home• Revista 25/3/2008
Os últimos e bons guerreiros
Bonzinhos, mas nem tanto, o músico Rafael e a modelo Gyselle disputaram a final da oitava edição do Big Brother Brasil

TEXTO AINA PINTO, JOÃO BERNARDO CALDEIRA E THAÍS BOTELHO

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Fotos: DIVULGAÇÃO
Amigos desde o início do programa, ele a indicou para um paredão, mas a defendeu das intrigas do médico Marcelo

Na falta de mocinhos legítimos, o jeito é premiar com R$ 1 milhão o menos maldoso. O músico Rafinha e a modelo Gyselle, os finalistas da oitava edição do Big Brother Brasil, até têm carinhas de anjos. Mas, durante o programa, comprovaram uma antiga sabedoria popular, de que lobos às vezes se escondem sob pele de cordeiro. Numa edição que estimulou a traição – com o “Big Fone” que, às vezes, gratificava o participante que atendesse o telefone em troca de prejudicar um companheiro – os dois finalistas usaram táticas diferentes para se manter na disputa.

Rafinha, o último a entrar na batalha depois que um concorrente ficou doente e seu substituto desistiu da vaga, chegou a colocar no paredão Juliana, com quem trocou chamegos na casa. A justificativa foi de que ela ainda não havia ido para a berlinda. A moça foi eliminada com votação recorde: 64 milhões. Ele também indicou Gyselle, de quem era amigo desde o início da competição, a ponto de atuar como seu defensor das intrigas do médico Marcelo.

Apresentada como ingênua, Gy, que gostava de ficar sozinha, sabia muito bem arrumar confusão. Disse que se irritava com as brincadeiras de Marcos e com a voz de Thatiana. Ela chegou a discutir com Rafinha por uma bobagem, quando ele sugeriu que ela lavasse as mãos depois de ter tocado em um limão. Muitos criticam o jeito pacato da modelo, como é o caso de Diego Gasques, o vencedor do BBB 7. “A estratégia dela foi clara: em boca fechada não entra mosquito”, alfineta. A mãe Josélia explica que a filha ficou sem alternativas, já que os outros participantes lhe teriam virado as costas. “Eu também não ia abraçar alguém que fala mal de mim pelas costas. Ela ficou na dela, não é da natureza da Gyselle fingir”, diz.

Torcida dividida

Na segunda-feira 24, o namorado de Gyselle, o francês Alex Sayhi, de 23 anos, desembarcou no Rio, direto de Paris, para fortalecer o coro a favor da modelo. O rapaz chegou à cidade disposto a ficar. “Quero arrumar trabalho e temos planos para morar juntos”, disse. O casal se conheceu na versão francesa do reality show Ilha da Sedução, gravado no México, onde tinham como missão seduzir e separar os casais do programa. Após o programa, Gyselle encontrou- se com Alex em Paris, onde iniciaram o namoro. A piauiense ficou oito meses na capital francesa, quando concluiu que era hora de voltar e tentar ingressar no BBB.

Rafinha era o favorito de Alemão. “Me identifico com ele porque é um garoto batalhador, extrovertido e de princípios. É um jovem que está se divertindo, algo difícil de se fazer lá dentro”, justifica ele. Entre os outros torcedores do músico, estava a namorada Luísa Blattner, de 21 anos, que por pouco não se tornou sua esposa antes do BBB. Antes do confinamento, o romântico rapaz queria se casar no civil com a moça, com quem namora há apenas cinco meses. “Ainda é cedo. Tive que freiá-lo”, lembra ela.


Gyselle

Nascida em Teresina e filha de pais separados, Gyselle Soares Estevão, de 24 anos, teve de aprender a ser responsável desde cedo, cuidando dos irmãos quando a mãe professora ia trabalhar. Disposta a tentar a carreira artística na Europa, ela passou uma temporada em Genebra, na Suíça, mesmo sem falar uma palavra em qualquer outro idioma. Em Paris, finalmente conseguiu uma vaga no reality show Ilha da Sedução, seu primeiro trabalho de destaque e onde conheceu o namorado Alex Sayhi. Mensalmente a mãe recebe a ajuda de custo da filha, muito apegada à família.

RENATA MENDONÇA/ SITE EGO

Rafinha

Natural de Campinas, interior de São Paulo, Rafael Ribeiro de Carvalho, 26 anos, é vocalista de uma banda de rock, coleciona tatuagens e entrega as verduras cultivadas por sua mãe. “Rafinha não lembra em nada a idéia de músico vagabundo. Ele está batalhando e lutando por seus ideais, sem falar no caráter exemplar que tem mostrado”, enumera a estudante Luísa Blattner, namorada do rapaz há cinco meses. “As pessoas vêm nos parabenizar pela educação do Rafinha”, comenta o representante comercial Erli Carvalho, pai do Brother.