Cinema • Home• Revista 25/3/2008
DRAMA
Atos que Desafiam a Morte
Faltam magia e tensão na história que usa o célebre ilusionista Harry Houdini como personagem

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Catherine Zeta- Jones e Guy Pierce formam par romântico no novo filme

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EM 2006, duas produções colocaram em foco um tipo diferente de filme de época. O Ilusionista e O Grande Truque mostravam os bastidores dos shows de mágica do século 19, e tinham como protagonistas esses artistas misteriosos e que tanto despertam a curiosidade alheia. Atos que Desafiam a Morte bebe da mesma fonte ao contar o envolvimento do famoso escapista Harry Houdini (bem defendido por Guy Pearce) com a vigarista escocesa Mary McGarvie (Catherine Zeta-Jones), nos anos 20. Mas infelizmente o resultado ficou aquém dos exemplos anteriores.

Longe de ser a biografia do verídico mágico, especialista em se soltar de camisas-de-força e correntes (a primeira versão do roteiro nem mesmo envolvia Houdini), esta ficção apresenta o personagem como uma celebridade nos moldes atuais: tem ataques de estrelismo, elabora ações de autopromoção e causa euforia onde quer que passe.

Quando ele chega a Edinburgo e propõe pagar US$ 10 mil para quem descobrir as últimas palavras ditas por sua mãe no leito de morte, Mary – falsa médium que tem como parceira de golpe a filha de 12 anos, Benji (Saoirse Ronan) – aceita o desafio e acaba se envolvendo com Houdini.

O filme, dirigido por Gillian Armstrong (Charlotte Gray), tem uma bela estética e um enredo original, mas lhe falta exatamente magia: não há expectativa, tensão e nem mesmo um romance pelo qual valha a pena torcer. Marina Monzillo