Cinema • Home• Revista 25/3/2008
DRAMA
Traídos pelo Destino
Novo filme do diretor de Hotel Ruanda mostra como um fato entrelaça a vida de dois homens

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Fotos: DIVULGAÇÃO
Joaquin Phoenix é Ethan, pai levado ao limite na busca por quem atropelou seu filho

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O COMEÇO de Traídos pelo Destino deixa claro do que se trata o filme, mostrando duas situações aparentemente sem ligação. Em uma delas, Dwight (Mark Ruffalo) está com o filho em um jogo de futebol. Em outra, Ethan (Joaquin Phoenix) está com mulher (Jennifer Connelly) e filha assistindo à apresentação de música do outro filho do casal. É uma construção batida que provoca a expectativa de que, em algum momento, a vida dessas duas famílias vão se cruzar. É exatamente isso que ocorre. Na volta para casa, Dwight atropela o filho de Ethan e foge.

Embora óbvio, o início do filme é eletrizante devido à maneira como o diretor Terry George (de Hotel Ruanda) usa tensão até chegar ao encontro fatal. A partir da morte do garoto, Ethan, cansado de esperar que a polícia solucione o caso, resolve procurar e punir o culpado por conta própria. Ele contrata um advogado para ajudá-lo e é justamente Dwight. Enquanto o primeiro convive com a dor de ter perdido um filho e, em sua obsessão por justiça, afasta-se da família, o segundo se pune por ter matado uma criança, mas vislumbra a chance de se reaproximar do próprio filho.

O ótimo elenco colabora para que a história se torne interessante. O problema é que o diretor insiste em mostrar coincidências nas vidas dos dois homens angustiados, tornando as cenas repetitivas e deixando, assim, de desenvolver melhor os personagens. Aina Pinto