Música • Home• Revista 25/3/2008
ROCK
Accelerate
R.E.M. troca as baladas melancólicas pelo rock coeso de sua fase áurea

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Fotos: DIVULGAÇÃO
O vocalista Michael Stipe (à frente) e companhia: chama reacendida


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ESCALDADO pela morna receptividade de seu anterior disco de estúdio, o baladeiro e melancólico Around the Sun (2004), o grupo R.E.M. se reconcilia com o rock em Accelerate, álbum de inéditas que terá lançamento mundial em 1º de abril. Para pilotar este retorno às batidas rápidas do auge de sua carreira, a banda recrutou o produtor Jacknife Lee, em alta no mercado por ter respondido pelo último e incensado CD do U2, How to Dismantle an Atomic Bomb.

Accelerate faz jus ao título. É um disco compacto, coeso e... acelerado. Como sinalizara em “I’m Gonna DJ”, música do CD editada em recente gravação ao vivo, o R.E.M. volta com um trabalho de peso. Há um ou outro momento mais calmo, como “Until the Day Is Gone”, clássica balada da banda, turbinada com versos politizados, mas, no todo, a pegada de Accelerate é roqueira. Sente-se a mão pesada de Jacknife Lee nas guitarras explosivas de faixas como “Horse to Water”. Só que o rock do R.E.M. às vezes também soa pop como em “Supernatural Superserious”, faixa estrategicamente escolhida pela gravadora Warner Music para ser o primeiro single do álbum.

Na sua fase baladeira, o R.E.M. lançou bons álbuns como Reveal (2001). Mas faltava neles a energia que sobra em rocks como o que dá título a Accelerate. Parece que a chama de Michael Stipe e companhia foi reacendida. E isso fará com que Accelerate seja saudado como o álbum que trouxe o R.E.M. de volta à velha e boa forma. Mauro Ferreira