Cinema • Home• Revista 24/3/2008
FANTASIA
As Crônicas de Spiderwick
História dos irmãos que enfrentam goblins e um malévolo ogro é graciosa

Marina Monzillo

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DIVULGAÇÃO
Freddie Highmore, como Jared, e Gritalhão, um goblin do bem

COM O SUCESSO das franquias de O Senhor dos Anéis e Harry Potter, os produtores de Hollywood vêm transformando em filmes vários livros de histórias fantásticas voltados ao público infanto-juvenil.

Algumas dessas empreitadas não foram bem-sucedidas, caso do recente A Bússola de Ouro. Mas As Crônicas de Spiderwick, que chega agora aos cinemas, tem tudo para conquistar fãs de várias gerações.

Adaptação da série escrita por Tony Di Terlizzi e Holly Black (editada no Brasil pela Rocco), a aventura tem como cenário uma mansão vitoriana para onde se mudam os gêmeos Jared e Simon Grace (ambos interpretados por Freddie Highmore), acompanhados da irmã mais velha, Mallory (Sarah Bolger) e da mãe recém-separada, Helen (Mary-Louise Parker).

A casa pertenceu ao tio-avô das crianças, Arthur Spiderwick, que desapareceu misteriosamente há 80 anos. Durante toda a vida, ele foi um estudioso de seres mágicos e os catalogou no Guia de Campo de Arthur Spiderwick para o Mundo Fantástico ao Nosso Redor.

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Quando barulhos e acontecimentos estranhos na casa começam a chamar a atenção do curioso Jared, considerado o “gêmeo- problema”, ele vai vasculhar cômodos fechados, descobre e lê o velho livro, apesar de todas as advertências para que o guia nunca fosse aberto.

Como conseqüência, um mundo fantástico se abre diante de seus olhos, e o comportado Simon e a esgrimista Mallory vão precisar se juntar ao irmão numa batalha contra um exército de goblins e o temido ogro Mulgarath, que quer roubar o livro e destruir todos os seres mágicos.

Goblins, ogros, diabretes e companhia são criaturas batidas atualmente, assim como livros enfeitiçados e mansões misteriosas não podem ser chamados de novidades. E esta é uma trama excessivamente simples em comparação às semelhantes do gênero. As cenas de ação são poucas, e o final chega meio de surpresa, dando a sensação de que algo mais deveria ter acontecido. Mas As Crônicas de Spiderwick supera tudo isso porque é um filme gracioso, que conquista o público.

Parte desse encanto vem da figura de Freddie Highmore. Apesar de já estar com 15 anos, o garoto de Em Busca da Terra do Nunca e A Fantástica Fábrica de Chocolate não aparenta estar perdendo a empatia, como aconteceu com outros atores mirins – por exemplo, Macaulay Culkin e Haley Joel Osment – quando alcançaram a puberdade.