Refúgio • Home• Revista 24/3/2008
A vida rural de Regina Duarte
A atriz mostra sua fazenda no interior de São Paulo, onde descansa, escreve, pinta quadros e, com a ajuda do marido, cria gado de elite

TEXTO ANA CAROLINA SOARES FOTOS MARCELO LISO/ AFBPRESS

Planeja mudar-se de vez para a fazenda?
Bem que eu gostaria, mas sinto que nada na vida é assim “de vez”, eu acho. Estou vivendo uma fase pecuarista, mas não se pode esquecer que sou basicamente artista. A criação artística é meu alimento básico indispensável. E a criação pede tempo, um certo ócio, nada muito prático a fazer em primeira instância. Pretendo, sim, a médio e longo prazo, passar períodos cada vez maiores, trabalhar por lá num projeto de pesquisa teatral é um sonho recorrente.

Quais as atividades do Eduardo na fazenda?
Ele faz tudo. Eu fico assistindo e aplaudo. Lá na fazenda, quem faz, quem pega no pesado para produzir o show da atividade pecuária propriamente dita é ele. Fico de garota-propaganda do trabalho complexo que ele desenvolve, fico de dona-de-casa dividida entre a contemplação de cada cruzamento, de cada nascimento e as tarefas domésticas. Fico conversando e dando risada com as mulheres e as crianças do pessoal da equipe, gosto muito da poesia disso tudo.

Quais as regras para manter uma boa sociedade com o marido?
Respeito. A gente tem que saber ouvir, ter sensibilidade e paciência com o outro. Não ter medo da discussão porque a gente já sabe que sempre sai mais unido depois de uma diferença resolvida. Por outro lado, de vez em quando gosto de surpreender, faço tudo que ele quer e aí não tem erro, a gente passa boas temporadas em lua-de-mel. Só para ele não se entediar comigo, de vez em quando também viro a página e bato o pé, quero que ele faça tudo que eu quero. Às vezes dá certo, às vezes, não. A gente vai levando. Não dá para reclamar.

No alto, Regina segue para a sede
Depois, fotografa os filhos dos funcionários e brinca com eles
Detalhes do refúgio: a piscina e a varanda

 

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