Ensaio • Home• Revista 17/3/2008
Ana Beatriz Barros desfila no cinema
Feliz ao lado de Roberto Marinho Neto, a top, que vai contracenar com Grace Jones em seu primeiro longa-metragem, fala sobre a forte relação com a mãe

TEXTO THAÍS BOTELHO FOTOS EDU LOPES

FUI A PRIMEIRA A SABER E CHOREI IGUAL A UMA CRIANÇA
SOBRE A GRAVIDEZ DA AMIGA E TAMBÉM TOP ALESSANDRA AMBRÓSIO

Quem vê o mulherão de olhos verdes nas capas de revista ou desfilando nas passarelas de Christian Dior, Chanel ou Versace, não imagina a menina que se esconde por trás da modelo Ana Beatriz Barros. Com mais de dez anos de carreira, fluente em cinco idiomas, financeiramente independente, a mineira de Itabira confessa que é na dona-de-casa Sônia, sua mãe, que está seu principal alicerce. “Preciso dela 24h por dia”, confessou a modelo, divertindo-se com a afirmação. Aos 25 anos, ela, que mora sozinha desde os 14, quando se mudou para Nova York em busca do sonho da carreira de modelo, conta que uma simples dor de garganta é motivo para convencer sua mãe a sair de Minas Gerais, e pegar um vôo especialmente para cuidar dela. “Nossa, quando fico doente é quando eu mais preciso dela. Na minha última dor de garganta, ela teve que vir”, diz com um inconfundível sotaque mineiro.

A top e a mãe mantêm uma relação de amizade e cumplicidade. Tão intensa, que as duas se falam aproximadamente 10 vezes por dia, e Ana Beatriz não tem problemas em dizer que não faz nada sem antes ouvir os conselhos da mãe. “Ela move minha vida”, diz achando graça de si mesma. A mãezona, claro, também estará ao lado da modelo que este ano se prepara para encarar um novo desafio: estrear seu primeiro longa-metragem, Heart of Melon, ainda sem nome em português. No filme, ela estréia ao lado da famosa cantora e atriz negra Grace Jones, sua mãe na ficção. Para isso, a modelo terá a pele pintada, e não irá dispensar as aulas de interpretação. “Também contratei uma coach para me ensinar tudo sobre a cultura cubana, além do sotaque latino”, explica. Sobre seu personagem, Ana Beatriz Barros já tem a história na ponta da língua. “Serei mãe de dois filhos que migra para os Estados Unidos. Ela é complicada porque curte sair à noite para dançar, mas ao mesmo tempo é daquelas mães zelosas”, descreve. Com estréia marcada para o final do ano, a modelo se prepara para começar as gravações no início de junho.

Sem nunca ter pensando em seguir a carreira de atriz, Ana Beatriz Barros parece estar gostando da idéia. “Já havia recebido outros convites antes, mas estava insegura. Agora vou levar muito a sério e, quem sabe, até investir na carreira de atriz paralelamente”, contou.

Cuba é aqui
Durante a sessão de fotos inspirada no clima cubano de seu primeiro filme, Ana Beatriz conta que anda se aventurando nos ritmos latinos. Recentemente, saiu para dançar com as amigas, mas agora está aprendendo melhor o gingado típico de salsa e merengue. “Não levo muito jeito, mas estou curtindo”, explicou ela.

Para sua primeira personagem no cinema, a top mineira estuda a cultura cubana e pratica o sotaque espanhol

Por causa do filme, todas as referências cubanas têm encantado a modelo, que elogiou a produção de moda do ensaio. “Adorei estas roupas, acho que vai ficar bacana, hein?”, disse, enquanto recebia os cuidados do maquiador e cabeleireiro. No camarim, a modelo aproveitou o tempo livre para trocar muitas mensagens de texto com o novo namorado. Ela não declara, mas sua relação com Roberto Marinho Neto tem sido cada vez mais evidente. Neto do jornalista Roberto Marinho, falecido em 2003, ele já namorou a modelo Raica Oliveira. “Pára de olhar”, brincou Ana Beatriz, dando um tapinha nas costas do maquiador e amigo, Rogério Santana, que ficou curioso sobre os recados eletrônicos.

Namorado é assunto que também é compartilhado com a mãe, Sônia. É para ela, que a modelo pede a primeira opinião. “Adoro ouvir as observações da minha mãe sobre o amor. Ela geralmente me apóia”, conta. “Estou bem e feliz, namorando novamente depois de terminar um relacionamento de cinco anos”, limitou-se ao falar do assunto, referindo-se ao ex-namorado, o americano Helly Nahmad.

Vida em Manhattan
Em Nova York, onde mora, sobra pouco tempo livre para a modelo. Longe da família, ela procura aproveitar o que a metrópole tem de melhor. Entre os programas preferidos, estão verdadeiras maratonas pelos museus de arte da cidade. Ela garante que não perde uma exposição no Guggenheim. “Estou sempre checando o que vai rolar de bacana por lá”, explica. “Recentemente abriu um novo museu na Broadway e eu estou louca para ir, mas ainda não consegui”, enfatiza. Aos finais de semana, a modelo gosta de andar de bicicleta, além de passar as tardes nos parques, principalmente no Central Park. Diferente dos cidadãos americanos, Ana Beatriz se esconde no frio. “Confesso que quando neva, não consigo colocar o nariz para fora de casa”, brinca.

Ana Beatriz já fez a mãe viajar até Nova York para cuidar de sua dor de garganta

Seu tempo livre também é dedicado às amigas. As modelos Jeísa Chiminazzo, que mora a duas quadras de seu apartamento, e Alessandra Ambrósio estão entre as pessoas mais queridas de Ana Beatriz. “Somos amigas há 11 anos. Adoro ficar com elas vendo filmes ou fazendo nada”, conta. Ao lembrar da gravidez de Alessandra Ambrósio, a modelo se emociona. “Fui a primeira a saber e chorei igual a uma criança. Quando éramos novinhas, sempre apostávamos quem iria casar e ter filho primeiro e a Alê ganhou”, relembra.

A modelo esteve em São Paulo em fevereiro para estampar o catálogo da grife de calçados Dumond, e fotografou para a Rosa Chá no Rio de Janeiro. Em seguida, embarcou para Los Angeles, onde participou de uma campanha para a marca de roupas Bebe.

ADORO OUVIR AS OBSERVAÇÕES DA MINHA MÃE SOBRE O AMOR. ELA GERALMENTE ME APÓIA

 

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