Cinema • Home• Revista 10/3/2008
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Seann William Scott, Billy Bob Thornton e Susan Sarandon estrelam comédia pastelão

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Em Pé de Guerra
UMA COMÉDIA que não troca o certo pelo duvidoso, assim é Em Pé de Guerra, que aposta em um elenco competente, situações estilo pastelão, piadas nonsense e consegue o seu propósito de fazer rir. No filme, John Farley (Seann William Scott) é um jovem escritor que faz sucesso com seu livro de auto-ajuda com dicas para superar o passado. Ao voltar à cidade natal para ser homenageado, ele descobre que a mãe, Beverly (Susan Sarandon), está namorando seu ex-professor de educação física, Woodcock (Billy Bob Thornton), um cara durão que usa métodos pouco ortodoxos e humilhantes com seus alunos. John, que sofreu nas mãos do professor quando era criança, decide pôr fim ao relacionamento da mãe e manda os seus próprios ensinamentos às favas. A história é uma bobagem, mas o filme é divertido por ser despretensioso. É nas situações mais tolas, como em um desfile do Festival do Milho, que estão os melhores momentos.
Aina Pinto

O ator Kevin Kline (à dir.) faz um detetive em filme sem personalidade e cheio de clichês

Desaparecidos
DIRIGIDO pelo alemão Marco Kreuzpaintner, Desaparecidos parte de uma premissa bem atual: o seqüestro de mulheres, tanto adultas quanto crianças, para atender ao mercado de prostituição. Na história, um jovem mexicano que vive de pequenos furtos vê a irmã de 13 anos ser levada por traficantes de mulheres. Decidido a encontrá-la, ele parte numa longa odisséia que o levará aos Estados Unidos, onde recebe ajuda de um detetive (Kevin Kline). Visivelmente influenciado por filmes como Amores Brutos ou Traffic, Kreuzpaintner busca uma ambientação naturalista, usando muita câmera na mão (de forma excessiva) e violência. O início é promissor, com alguma tensão e habilidade em envolver o espectador. Mas aos poucos a trama se perde em clichês e sensacionalismo barato.

O maior problema é mesmo o estilo espetaculoso, fruto da submissão a uma fórmula narrativa que se pretende antenada, com uma linguagem pseudomoderna, mas que no fundo não tem personalidade.
Marcelo Lyra

Fotos: DIVULGAÇÃO
Primeiro filme do francês François Ozon em língua inglesa é exagerado

Angel
FRANÇOIS OZON já foi chamado de enfant terrible da nova geração do cinema francês. Brincou com diversos gêneros em 8 Mulheres, dissecou o fim de uma relação em O Amor em Cinco Tempos e lançou um olhar sensível sobre a morte em Sob a Areia e O Tempo que Resta. Ele faz abordagens originais de temas delicados, mas ainda não tem um estilo definido. Essa imprecisão é o grande problema de Angel, seu primeiro filme em língua inglesa e também o de maior orçamento.

A trama é inspirada no romance de Elizabeth Taylor (1912-1975), homônima da atriz, e narra a ascensão e queda de Angel, jovem geniosa que ganha fama e fortuna como autora de livros açucarados. Ozon exagera em tudo: nos cenários, nos luxuosos figurinos, nas atuações impostadas. Aos poucos, porém, o clima burlesco é substituído pela tragédia e o que exalava frescor passa a ter o ranço dos filmes de época de segunda linha.
Suzana Uchôa Itiberê