Cinema • Home• Revista 10/3/2008
10.000 A.C
Marina Monzillo

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DIVULGAÇÃO
O novato Steven Strait é um caçador em filme ambientado na Pré-História

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SEM NENHUM nome famoso no elenco, a aventura épica 10.000 A.C. chama a atenção por ser mais uma daquelas megaproduções que impressionam pela grandiosidade dos cenários e pelas centenas de figurantes.

Para contar uma história de batalhas e de amor que se passa durante o período paleolítico, o diretor Roland Emmerich, que explodiu a Casa Branca em Independence Day e congelou Nova York em O Dia Depois de Amanhã, desta vez recriou numerosas manadas de mamutes, um gigantesco tigre dente-de-sabre, pássaros pré-históricos e as obras de construção das pirâmides do Egito.

Soa interessante. Porém, fiascos como Waterworld, Poseidon e Alexandre provam que magnificência e efeitos especiais não são garantia de grandeza também nas bilheterias.

E 10.000 A.C. comete o erro fatal de ter um roteiro deficiente, cheio de lacunas. Entre as várias falhas, a solução encontrada para o desfecho do filme é fraca demais.

Como o título explicita, a história se passa numa época primitiva, quando os homens se dividiam em tribos e viviam da caça. D'Leh (Steven Strait) é um jovem discriminado por seus companheiros porque, no passado, seu pai abandonou a aldeia. Quando criança, ele se apaixona pela orfã Evolet (Camilla Belle) e é correspondido, mas - que originalidade! - o romance é impossível. A Velha Mãe, uma espécie de líder espiritual da tribo, acredita que a mocinha está predestinada a outro.

Quando Evolet é raptada por guerreiros, D'Leh sai com um grupo de caçadores numa odisséia para resgatar sua amada e, de quebra, salvar a humanidade. No caminho, ele enfrenta severas mudanças climáticas, animais selvagens e os inimigos, mas, aos poucos, vai reunindo um exército para a batalha final.

Os jovens atores Steven Strait e Camilla Belle (americana, mas filha de brasileira), que vivem os protagonistas, são bonitos e agradam na tela, mas lhes falta experiência, e todo o resto não ajuda. Dos figurinos carregados em excesso às falas artificiais, 10.000 A.C. é um filme de algumas imagens impressionantes e só.

Megaprodução impressiona pela grandiosidade, mas peca pelo roteiro