Revelação • Home• Revista 10/3/2008
Internacional
Príncipe Harry fora de combate
Após lutar anonimamente no Afeganistão, o herdeiro do trono Britânico retorna à Inglaterra e diz que não gosta "de ficar sentado em Windsor"

TEXTO THAÍS BOTELHO

No sábado 1º, o príncipe foi recebido pelo pai, Charles, e o irmão, William, na base aérea inglesa, em Oxfordshire, ao retornar do Afeganistão

Ele lutou anonimamente no Afeganistão por dez semanas. Mas, quando sua presença entre as tropas inglesas “vazou” na imprensa internacional, o príncipe Harry, de 23 anos, filho caçula de Diana e Charles, teve de cancelar seus planos de combate e voltar para casa no sábado 1º. O Ministério da Defesa britânico determinou a retirada imediata do príncipe do país porque a descoberta de sua presença poderia expor os demais combatentes a um risco adicional. “Este foi o fator mais importante na tomada de decisão por nosso pessoal de defesa, e acho que todo mundo verá que foi a escolha correta”, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown. O premiê ressaltou que Harry, terceiro na linha de sucessão à coroa britânica, “serviu com grande distinção”, e que o país tem uma “dívida de gratidão” com ele por sua coragem.

Enviado para a província de Helmet, região onde está localizada grande parte das bases das tropas britânicas, Harry deveria cumprir uma missão de quatro meses, sob o codinome de Cornet Wales. Segundo o jornal The Guardian, ele era responsável pela coordenação do apoio aéreo e do disparo de bombas em posições inimigas na região. Nem mesmo os amigos de Harry ou os generais que atuam no Afeganistão foram informados da presença do príncipe.

Em casa
Antes de ser recebido pelo pai e o irmão, William, na base aérea de Oxfordshire, Harry mostrou-se contrariado com a decisão. Segundo ele, preferia estar na zona de combate a “ficar sentado em Windsor”, a cidade próxima a Londres, onde a família real possui um castelo e onde está localizado o quartel-general do regimento do príncipe. “Em termos gerais, eu não gosto tanto assim da Inglaterra. E, sabe, é bom ficar longe de todos os repórteres e jornais, de toda aquela porcaria que eles escrevem”, disse. Harry é o primeiro membro da família real a ir para a guerra desde o conflito nas Malvinas, com a Argentina, há 25 anos.